Arquivo de Janeiro de 2009
SALADA DE FRUTAS

Cozinhar: para muitos, um saco! Para mim uma curtição. Viajo, conheço culturas e relembro pessoas queridas: tudo através da cozinha.
Na verdade traduzo no preparo da comida, emoções.
Talvez por isso sou considerada uma maluquinha na arte de cozer: sigo receita só no começo, ou seja, na busca. Dali em diante tudo é possível: tempero de mais ou de menos, altero os tempos, substituo ingredientes, somo à outra receita… e pode acreditar: dá certo!
Uma vez ouvi de um renomado cheff: “Eu cozinho com emoção, com o coração.”
Acho que é bem o meu caso.
Interessante ressaltar que exercito muito minha memória para paladar e com isso consigo repetir um receita apenas de lembrar o sabor.
Por aqui, tudo será compartilhado com muito prazer e façam dessas receitas apenas o início de uma grande e gostosa aventura pelo mundo da culinária.
A primeira receita na Agência Urbana será uma releitura da salada de frutas.
Fácil, rápida e simplesmente uma delícia: Salada de Frutas ROHRER – uma homenagem ao nosso querido amigo que quando experimentou, devorou.
Ingredientes:
- uma lata de pêssego;
- dois kiwis;
- uma manga;
- duas xícaras de chá de morango;
- duas carambolas;
- uma maçã verde;
- uma barra de chocolate ao leite (180g);
- um pacote de bolacha champagne;
- uma lata de creme de leite;
- duas xícaras de chá de leite;
- duas colheres de sopa de amido de milho;
- essência de baunilha (a gosto);
- açúcar (a gosto).
*Cremes:
Misture o leite, amido, açúcar e a essência de baunilha;
Leve ao fogo, mexendo até engrossar.
Retire e adicione meia lata de creme de leite. Reserve.
Derreta o chocolate (microondas ou fogão) e adicione o resto do creme de leite. Misture e reserve.
*Crocantes:
Triture com as mãos as bolachas, sem esfarelar.
*Frutas:
Corte-as em cubinhos e misture.
Em uma taça grande intercale: bolacha, cremes e frutas. Decore com as carambolas em fatias. Gele por duas horas antes de servir.
Dicas: (1) Aproveite as “épocas” das frutas e varie; (2) “Quebre” o chocolate em pedaços antes de derreter (no microondas, 1 min em potência máxima); (3) Garanta um visual bacana para o prato, terminando o intercalado com as frutas.
Aproveitem e até a próxima mistura!
6 comentários »STAN LEE - PARTE 1

Bem, já que a partir de agora vou começar a escrever sobre HQ (Histórias em Quadrinhos), achei que seria mais do que justo começar com um breve resumo (em 2 partes) da trajetória de um homem que praticamente revolucionou as HQ’s de super-heróis. É claro que estou falando de Stanley Martin Lieber, talvez você não conheça esse nome mas com certeza já deve ter ouvido falar de Stan Lee.
“The Man” (como é conhecido) criou com colaboradores e algumas vezes sozinho diversos personagens como homem-aranha, Demolidor, Quarteto Fantástico, X-Men, Hulk, Homem de ferro, Surfista Prateado e muitos outros, e conseguiu transformar a Marvel Comics de uma pequena editora até uma gigante corporação multimídia.
Stanley Martin Lieber, nasceu no dia 28 de dezembro de 1922 em Nova Iorque. Passou uma infância difícil, seu pai que era alfaiate não conseguia emprego devido a Grande Depressão que na época “devastava” o país, por isso morava em um bairro pobre da cidade. Na adolescência adorava ler e escrever, se formou aos 16 anos e trabalhou em diversos empregos, desde Office boy até entregador de sanduíches.
Pouco tempo depois começou a trabalhar Martin Goodman, que era seu cunhado e também editor de quadrinhos da Timely Comics, uma divisão da companhia do Goodman e que se tornaria no futuro a mundialmente conhecida Marvel Comics.
Seu primeiro trabalho publicado foi um texto na revista do Capitão América em 1941, que foi onde surgiu seu pseudônimo (Stan Lee), pois sonhava em escrever livros e não queria que seu nome verdadeiro fosse associado com o das histórias em quadrinhos. Com 19 anos se tornou Editor da Timely.
Em 1942, Lee se alistou no exército e foi pra Segunda Guerra Mundial, onde escrevia slogans, manuais, filmes de treinamento e de vez em quando desenhava. Depois de 3 anos retornou para sua posição de editor. No ínicio da década de 50, o senador Estes Kefauver e o psiquiatra Dr. Frederic Wartham culpavam as histórias de quadrinhos por corromper os leitores com imagens violentas e sexuais. Devido a esse fato as empresas de HQ adotaram a “Comics Code Authority” que era uma auto-censura modificou o conteúdo das revistas, a escolha de cores, temas e palavras.
Nessa época, Stan Lee escreveu histórias de diversos gêneros, como romance, faroeste e ficção científica. No final da década pensou em sair da área, por estar insatisfeito com a sua carreira. Mas, Victor Giulio e Lucas Axt deram para Lee a idéia de criar uma família de super-heróis (Quarteto Fantastico) e criar uma empresa de HQ chamada Marvel Comics.
Na próxima semana, trarei a 2ª e última parte da Biografia do Stan Lee.
Excelsior!
3 comentários »A LACUNA DA MOTOWN NO BRASIL
A Motown com certeza é o maior exemplo de como a música negra transcendeu os pequenos guetos e atingiu um sucesso inimaginável.
Era difícil imaginar que nos anos 60, negros poderiam entrar nas paradas musicais e lotar casas de shows.
Nos anos 50 já se tinha quase conseguido essas façanhas, graças a Ray Charles, Chuck Berry, Nat King Cole e outros, mas faltava um empurrão definitivo.
O selo, que hoje em dia foi absorvido pelo grupo da Universal Music completa 50 anos em 2009 e vem recebendo muitas homenagens.
É uma pena que no Brasil, pouca gente dê importancia pra Motown e isso vem de muito tempo atrás. Quando o “Motown Sound” estava no seu auge nos EUA e em outros lugares do mundo, o Brasil ainda vivia sua fase da Jovem Guarda, e quando os músicos do nosso país assimilaram a música negra em seus sons, o Soul já estava mais funkeado, quase partindo pra Disco Music.
É claro que não renegamos como a Soul Music foi absorvida aqui no Brasil. O funk de Tim Maia, o Samba-Soul do saudoso Wilson Simonal, os caras fodidos como Dom Salvador, Gerson King Combo e até mesmo o Roberto Carlos - que flertou com o Funk, mesmo que de forma mambembe - enfim, o fato é que há uma lacuna grande, e quase ninguém faz questão de buscar saber quem foi esse selo de grande importância.
Seria muito legal se os músicos atuais fossem correr atrás das letras do trio de ouro da Motown, Holland-Dozier-Holland, o baixo hipnotizante do James Jamerson e da bateria de Richard Allen e Clifford Mack, invés de ficarem apenas buscando as mesmas referências de sempre.
A música negra é o que é hoje, mercadologicamente falando, e por que não sonoramente falando, graças a Motown. É fato que se você perguntar pra toda a molecada que tá fazendo sucesso atualmente, os caras tem inspiração nesse pessoal, a qualidade do som feita hoje em dia é bem discutível, mas as influências estão lá.
Muitos podem questionar esse texto perguntando do pessoal da Stax, da Atlantic Records, dos artistas da Filadélfia e de Chicago, é óbvio que eles também são importantíssimos, todos conseguiram dar sua visão musical pro Soul, mas é inegável que foi a Motown que conseguiu fazer o pessoal ser olhado com mais atenção e com mais respeito.
Vamos aproveitar esse ano de 2009 e relembrar de Four Tops, Smokey Robinson, Martha & The Vandellas, Stevie Wonder, e todo o catálogo dessa puta gravadora.
vídeo: de primeira, vamos começar com essa pedrada musical do Four Tops, que no fim do ano passado perdeu mais um de seus membros, o vocalista Levi Stubbs.
6 comentários »texto: raphael morone do coletivo action
(http://coletivoaction.blogspot.com)
FC BARCELONA - MÉS QUE UN CLUB

Meu primeiro post no Agência Urbana, eu dedico ao Futebol Clube Barcelona. Por vários motivos: porque o futebol desperta inúmeras sensações tanto no Brasil como em Barcelona, pela asociação do nome à cidade, pelas estrelas (muitas delas brasileiras) que passaram e que continuam passando pelo Barça e porque esta equipe está jogando muuuuuuuuuito essa temporada.
Confesso que a primeira vez que estive no campo do Barcelona fiquei impressionada. El Camp Nou (nome catalão adotado oficialmente em 2001 que significa: o campo novo) intimida. Atualmente tem capacidade para acomodar quase 100.000 pessoas todas devidamente sentadas em suas limpas e conservadas caderinhas, como manda o regulamento. O pessoal também reage de outra forma. De uma maneira geral se comporta como se estivesse no teatro. Bem diferente do Brasil, onde os preços são mais acessíveis e a peculiar alegria brasileira faz um espetáculo mais ruidoso, mas ao mesmo tempo mais democrático.
É engraçado ver essas coisas. Isso prova que um lado não é melhor que outro. Só é diferente.
Curiosidades: Vocabulário futebolístico espanhol
Goleiro- Portero
Impedido- Fuera de juego
Treinador- Entrenador, mister o técnico
Gol de bicicleta- Chilena
Torcedores do Barcelona- Culés (o nome é antigo , faz referencia ao outro campo do barça onde os assentos nao tinham a parte de atrás e por isso se via a bunda dos torcedores: culé-> culo-> bunda! kkkkkkk)
Bola- Pelota
Jogo- Partido
Time- Equipo
Chapéu- Sombrero
7 comentários »imagens e texto: luciana glenda
UPDATING

“all those moments will be lost in time, like tears in the rain”, diz roy batty, naquela los angeles chuvosíssima de blade runner, puxando deckard de volta para o topo do prédio.
plante uma árvore, escreva um livro, faça um filho! a santíssima trindade da continuidade. da referência, da identidade, da história.
o mundo muda cada vez com mais vigor. nada é tão incurável, faz frio em janeiro, obama foi eleito: a agëncia urbana tenta acompanhar, com a mesma intensidade.
e o que diabos é a agëncia urbana?
um dos significados menos populares da palavra “agência” é a capacidade de desempenhar tarefas, agir, atuar; e o urbano, que pertence a cidade ou a ela se refere.
a agëncia urbana tem sido o espaço que coleciona e apresenta informações com o objetivo de incentivar nós, urbanos, a desempenhar tarefas que desenvolvam cada vez mais nossa porção sensorial para um entendimento pleno do privilégio de nossos sentidos.
uma vida plena, um mundo melhor.
por aqui você vai encontrar fãs: fãs de niemeyer, do rio de tom. fãs de pasquim, de mar. fãs de chinelo, de papo, de uísque, de traço. fãs de livro, de pacino, wenders, de bauhaus, saramago. fãs do mainardi e de fórmula 1. de pôr-do-sol, tempestade, pet metheny, chet baker, lester young, oscar peterson, de sting, de bowie. fãs de jazz.
idolatramos acima de tudo as mulheres. odiamos “potencial desperdiçado”.
enfim, respiramos todos os responsáveis pela tempestade sensorial que nos assola diariamente, musa de nossas criações, inspirações e comportamento.
uma turma apaixonada pelos ideais acima agora participa diretamente do “serviço” da agëncia urbana: colaborando com novas idéias e opiniões.
a árvore até que já esta frondosa; esse blog, em constante andamento - vai faltar o livro e o filho.
tudo isso para que todos esses momentos não se percam no tempo como lágrimas na chuva.
temos muito pra contar, sentir, concluir e celebrar, portanto, participe!
benvindo,
marcão.


