Agência Urbana

Arquivo de Julho de 2009

BRECHÓ

090731 - 090731

Oi, oi, oi. E estamos de volta com mais uma dica boa nessa sexta-feira cinza…

Todo mundo sabe que a crise veio e não vai embora tão cedo, certo? Por isso hoje trouxe uma alternativa para quem sabe a importância de economizar nesse momento.

Brechó! Sim, brechó!!!

O termo vem do francês bric-à-brac e surgiu na Era Vitoriana. Era usado para fazer referência à coleções de xícaras de chá decoradas, pequenos vasos, penas, estatuetas, miniaturas, etc. Esses objetos eram usados como ornamentos de mesas e estantes. Hoje, o termo significa seleção de item de baixo valor, geralmente vendidos em mercados de rua (não como camelô, e sim como as “feirinhas hippies”).

No Brasil, o termo brechó sempre esteve ligado a um conjunto de objetos velhos de arte, artesanato, antigüidades, móveis, vestuários, bijuterias, etc e também a estabelecimento comercial que compra e vende esses objetos. Estima-se que o primeiro brechó tupiniquim surgiu na cidade do Rio de Janeiro no século XIX.

No passado, comprar em brechó era coisa de gente pobre ou maluca – como artistas, intelectuais e pessoas exóticas que procuravam peças diferentes das encontradas no mercado convencional. Com o tempo esses lugares viraram templos de cultura alternativa.

Hoje o cenário mudou: muita gente da classe média freqüenta esse oásis de boas oportunidades. E os próprios brechós se adequaram a essa tendência, e trouxeram marcas incríveis para suas araras. Em muitos países os brechós fazem parte do circuito fashion e até celebridades como Gisele, Nicole Kidman e Jolie assumiram seu lado “garimpeira” e declaram seu afeto pelas roupitchas “semi” (semi-novas, semi-na moda, semi-baratas, semi-exclusivas).

Mas o legal mesmo do brechó é que, além de encontrar grifes nacionais e internacionais por preços interessantes, tem o lado sustentável da história: já parou para pensar que essa é uma maneira bacana de reciclar roupas, sapatos e acessórios? Principalmente quando estamos falando de mulheres consumistas e compulsivas, que não resistem a uma comprinha e que às vezes acabam dando uma exagerada.

Não acredita??? O negócio é tão sério que de uns tempos pra cá pulverizaram na internet sites e blogs onde essas maníacas (no bom sentido, claro) colocam suas próprias peças à venda. A quantidade de brechós on line é incontável! Sabe aquele vestido que você comprou para o aniversário de 15 anos da sua priminha e nem lembra que está no guarda-roupa? Ou aquele sapato que estava super na moda, mas que você não agüentava usar por 40 min? Então, a mulherada está passando tudo para frente.

E você encontra coisas bacanéééééérrimas nesses sites. Mas atenção: tire todas as dúvidas antes de fechar negócio. Afinal, você não tem provador, muito menos a chance de mandar a peça de volta e pedir o dinheiro de volta.

E antes de me despedir vou deixar algumas dicas de brechós on-line que valem a visita:

Hoje acordei pin up: http://acordeipinup.squarespace.com/

Esse brechó remete à elegância lúdica das pin-ups, sempre femininas, sensuais e jamais vulgares. Todas as peças são otimamente descritas, inclusive indicando para qual tipo de corpo a roupa terá um melhor caimento, não deixando margem para dúvidas.

090731A - 090731A

090731C - 090731C

090731D - 090731D

090731E - 090731E

090731F - 090731F

C´est Vintage: http://cestvintage.blogspot.com/

Aqui o foco é o vintage. O site oferece ótimas inspirações de como mesclar uma peça vintage com o novo para ficar legal. Muitas peças da década de 80 e outras com design retrô.

090731G - 090731G

Para as meninas: http://paraasmeninas.blogspot.com/

Brechó para patricinhas. Se esse é seu estilo, não perca tempo. As roupas são sempre apresentadas já compondo algum look. Apesar das poucas indicações, a dona/modelo do blog sempre responde às dúvidas dos visitantes. No final do blog tem uma lista gigante com muitas dicas de outros bazares on line.

Por hoje é só. E quem tiver dúvidas ou quiser indicar uma matéria, assunto ou até mesmo pedir uma consultoria, deixe um comentário ou mande um e-mail.

Bjocas e até…

texto: lúcia thomaz

8 comentários »

EISNER AWARDS 2009

090730 - 090730

Nessa última sexta na Comic-Con, foram anunciados os vencedores do prêmio Eisner Awards. Considerado o “Oscar dos quadrinhos”, é a maior premiação do gênero. Essa premiação foi criada em 1988 em tributo a William Erwin Eisner (Will Eisner), criador do famoso personagem Spirit e um dos mais brilhantes e influentes artistas de histórias em quadrinhos. Infelizmente Eisner morreu 3 de janeiro de 2005 devido a complicações cardíacas e não pôde mais prestigiar a premiação que leva seu nome.

Nesse ano a grande vencedora foi a Dark Horse editora, com 8 prêmios distribuidos entre criadores e publicações. Chris Ware também se deu bem, conquistou 2 estatuetas nas categorias “Melhor letreirização” e “Melhor escritor/ilustrador” por Acme Novelty Library.

Veja abaixo a lista com os vencedores dos “Eisners” da noite:

MELHOR SÉRIE:

- All Star Superman, de Grant Morrison e Frank Quitely (DC)
- Fables, de Bill Willingham, Mark Buckingham, Steve Leialoha, Niko Henrichon, Andrew Pepoy e Peter Gross (Vertigo/DC)
- Naoki Urasawa’s Monster, de Naoki Urasawa (Viz)
- Thor, de J. Michael Straczynski, Olivier Coipel, Mark Morales e outros (Marvel)
- Usagi Yojimbo, de Stan Sakai (Dark Horse)

MELHOR MINISSÉRIE:

- Groo: Hell on Earth, de Sergio Aragonés e Mark Evanier (Dark Horse)
- Hellboy: The Crooked Man, de Mike Mignola e Richard Corben (Dark Horse)
- Locke & Key, de Joe Hill e Gabriel Rodriguez (IDW)
- Omega the Unknown, de Jonathan Lethem, Karl Rusnak e Farel Dalrymple (Marvel)
- The Twelve, de J. Michael Straczynski e Chris Weston (Marvel)

MELHOR NOVA SÉRIE:

- Air, de G. Willow Wilson e M.K. Perker (Vertigo/DC)
- Echo, de Terry Moore (Abstract Studio)
- Invincible Iron Man, de Matt Fraction e Salvador Larocca (Marvel)
- Madame Xanadu, de Matt Wagner, Amy Reeder Hadley e Richard Friend (Vertigo/DC)
- Unknown Soldier, de Joshua Dysart e Alberto Ponticelli (Vertigo/DC)

MELHOR HQ DIGITAL:

- Bodyworld, de Dash Shaw
- Finder, de Carla Speed McNeil
- The Lady’s Murder, de Eliza Frye
- Speak No Evil: Melancholy of a Space Mexican, de Elan Trinidad
- Vs., de Alexis Sottile & Joe Infurnari

MELHOR HISTÓRIA CURTA:

- “Actual Size”, de Chris Ware, em Kramers Ergot 7 (Buenaventura Press)
- “Chechen War, Chechen Women”, de Joe Sacco, em I Live Here (Pantheon)
- “Freaks”, de Laura Park, em Superior Showcase #3 (AdHouse)
- “Glenn Ganges in Pulverize”, de Kevin Huizenga, em Ganges #2 (Fantagraphics)
- “Murder He Wrote”, de Ian Boothde, Nina Matsumoto e Andrew Pepoy, em The Simpsons’ Treehouse of Horror #14 (Bongo)

MELHOR ANTOLOGIA:

- An Anthology of Graphic Fiction, Cartoons, e True Stories, Vol. 2, editada por Ivan Brunetti (Yale University Press)
- Best American Comics 2008, editada por Lynda Barry (Houghton Mifflin)
- Comic Book Tattoo: Narrative Art Inspired by the Lyrics and Music of Tori Amos, editada por Rantz Hoseley (Image)
- Kramers Ergot 7, editada por Sammy Harkham (Buenaventura Press)
- MySpace Dark Horse Presents, editada por Scott Allie e Sierra Hahn (Dark Horse)

MELHOR PUBLICAÇÃO DE HUMOR:

- Arsenic Lullaby Pulp Edition No. Zero, de Douglas Paszkiewicz (Arsenic Lullade)
- Chumble Spuzz, de Ethan Nicolle (SLG)
- Herbie Archives, de Richard E. Hughes e Ogden Whitney (Dark Horse)
- Petey and Pussy, de John Kerschbaum (Fantagraphics)
- Wondermark: Beards of Our Forefathers, de David Malki (Dark Horse)

MELHOR PUBLICAÇÃO PARA CRIANÇAS:

- Amulet, Book 1: The Stonekeeper, de Kazu Kabuishi (Scholastic Graphix)
- Cowa!, de Akira Toriyama (Viz)
- Princess at Midnight, de Andi Watson (Image)
- Stinky, de Eleanor Davis (RAW Junior)
- Tiny Titans, de Art Baltazar e Franco (DC)

MELHOR PUBLICAÇÃO PARA JOVENS:

- Coraline, de Neil Gaiman, adaptada por P. Craig Russell (HarperCollins Children’s Books)
- Crogan’s Vengeance, de Chris Schweizer (Oni)
- The Good Neighbors, Book 1: Kin, de Holly Black e Ted Naifeh (Scholastic Graphix)
- Rapunzel’s Revenge, de Shannon e Dean Hale e Nathan Hale (Bloomsbury Children’s Books)
- Skim, de Mariko Tamaki e Jillian Tamaki (Groundwood Books)

MELHOR ÁLBUM GRÁFICO (INÉDITO):

- Alan’s War, de Emmanuel Guibert (First Second)
- Paul Goes Fishing, de Michel Rabagliati (Drawn & Quarterly)
- Skim, de Mariko Tamaki e Jillian Tamaki (Groundwood Books)
- Swallow Me Whole, de Nate Powell (Top Shelf)
- Three Shadows, de Cyril Pedrosa (First Second)

MELHOR ÁLBUM GRÁFICO (REPUBLICAÇÃO):

- Berlin Book 2: City of Smoke, de Jason Lutes (Drawn & Quarterly)
- Hellboy Library Edition, Vols. 1-2, de Mike Mignola (Dark Horse)
- Sam & Max Surfin’ the Highway Anniversary Edition HC, de Steve Purcell (Telltale Games)
- Skyscrapers of the Midwest, de Joshua W. Cotter (AdHouse)
- The Umbrella Academy, Vol. 1: Apocalypse Suite, deluxe edition, de Gerard Way e Gabriel Bá (Dark Horse)

MELHOR EDIÇÃO ESTADUNIDENSE DE MATERIAL ESTRANGEIRO:

- Alan’s War, de Emmanuel Guibert (First Second)
- Gus and His Gang, de Chris Blain (First Second)
- The Last Musketeer, de Jason (Fantagraphics)
- The Rabbi’s Cat 2, de Joann Sfar (Pantheon)
- Tamara Drewe, de Posy Simmonds (Mariner/Houghton Mifflin)

MELHOR EDIÇÃO ESTADUNIDENSE DE MATERIAL ESTRANGEIRO (JAPÃO):

- Cat Eyed Boy, de Kazuo Umezu (Viz)
- Dororo, de Osamu Tezuka (Vertical)
- Naoki Urasawa’s Monster, de Naoki Urasawa (Viz)
- The Quest for the Missing Girl, de Jiro Taniguchi (Fanfare/Ponent Mon)
- Solanin, de Inio Asano (Viz)

MELHOR OBRA BASEADA EM FATOS:

- Alan’s War, de Emmanuel Guibert (First Second)
- Blue Pills: A Positive Love Story, de Frederik Peeters (Houghton Mifflin)
- Fishtown, de Kevin Colden (IDW)
- A Treasury of XXth Century Murder: The Lindbergh Child, de Rick Geary (NBM)
- What It Is, de Lynda Barry (Drawn & Quarterly)

MELHOR PROJETO/COLEÇÃO ARQUIVO (TIRAS):

- Explainers, de Jules Feiffer (Fantagraphics)
- Little Nemo in Slumberland, Many More Splendid Sundays, de Winsor McCay (Sunday Press Books)
- Scorchy Smith and the Art of Noel Sickles (IDW)
- The Complete Little Orphan Annie, de Harold Gray (IDW)
- Willie & Joe, de Bill Mauldin (Fantagraphics)

MELHOR PROJETO/COLEÇÃO ARQUIVO (OUTROS):

- Breakdowns: Portrait of the Artist as a Young %@&*!, de Art Spiegelman (Pantheon)
- Creepy Archives, de vários (Dark Horse)
- Elektra Omnibus, de Frank Miller e Bill Sienkiewicz (Marvel)
- Good-Bye, de Yoshihiro Tatsumi (Drawn & Quarterly)
- Herbie Archives, de Richard E. Hughes e Ogden Whitney (Dark Horse)

MELHOR ESCRITOR:

- Bill Willingham, Fables, House of Mystery (Vertigo/DC)
- Joe Hill, Lock & Key (IDW)
- J. Michael Straczynski, Thor, The Twelve (Marvel)
- Mariko Tamaki, Skim (Groundwood Books)
- Matt Wagner, Zorro (Dynamite), Madame Xanadu (Vertigo/DC)

MELHOR ESCRITOR/ILUSTRADOR:

- Chris Ware, Acme Novelty Library (Acme)
- Cyril Pedrosa, Three Shadows (First Second)
- Emmanuel Guibert, Alan’s War (First Second)
- Jason Lutes, Berlin (Drawn & Quarterly)
- Nate Powell, Swallow Me Whole (Top Shelf)
- Ricky Geary, A Treasury of XXth Century Murder: The Lindbergh Child (NBM), J. Edgar Hoover (Hill & Wang)

MELHOR DESENHISTA/ARTE-FINALISTA OU DUPLA DESENHISTA E ARTE-FINALISTA:

- Amy Reeder Hadley/Richard Friend, Madame Xanadu (Vertigo/DC)
- Gabriel Bá, The Umbrella Academy (Dark Horse)
- Guy Davis, BPRD (Dark Horse)
- Jillian Tamaki, Skim (Groundwood Books)
- Mark Buckingham/Steve Leialoha, Fables (Vertigo/DC)
- Olivier Coipel/Mark Morales, Thor (Marvel)

MELHOR CAPISTA:

- Amy Reeder Hadley, Madame Xanadu (Vertigo/DC)
- Gabriel Bá, Casanova (Image), The Umbrella Academy (Dark Horse)
- James Jean, Fables (Vertigo/DC), The Umbrella Academy (Dark Horse)
- Jo Chen, Buffy the Vampire Slayer, Serenity (Dark Horse), Runaways (Marvel)
- Matt Wagner, Zorro (Dynamite), Grendel: Behold the Devil (Dark Horse)

MELHOR COLORIZAÇÃO:

- Chris Ware, Acme Novelty Library #19 (Acme)
- Dave Stewart, Abe Sapien: The Drowning, BPRD, The Goon, Hellboy, Solomon Kane, The Umbrella Academy (Dark Horse), Body Bags (Image), Captain America: White (Marvel)
- Steve Hamaker, Bone: Ghost Circles, Bone: Treasure Hunters (Scholastic Graphix)
- Trish Mulvihill, Joker (DC), 100 Bullets (Vertigo/DC)
- Val Staples, Criminal, Incognito (Marvel Icon)

MELHOR PINTOR OU ARTISTA MULTIMÍDIA (ARTE INTERNA):

- Eddie Campbell, The Amazing Remarkable Monsieur Leotard (First Second)
- Enrico Casarosa, The Venice Chronicles (Atelier Fio/AdHouse)
- Jill Thompson, Magic Trixie, Magic Trixie Sleeps Over (HarperCollins Children’s Books)
- Lynda Barry, What It Is (Drawn & Quarterly)
- Scott Morse, Tiger! Tiger! Tiger! (Red Window)

MELHOR LETREIRIZAÇÃO:

- Chris Ware, Acme Novelty Library #19 (Acme)
- Faryl Dalrymple, Omega: The Unknown (Marvel)
- Jimmy Gownley, Amelia Rules! (Renaissance)
- Nate Powell, Swallow Me Whole (Top Shelf)
- Scott Morse, Tiger! Tiger! Tiger! (Red Window)

MELHOR DESIGN DE PUBLICAÇÃO:

- Breakdowns: Portrait of the Artist as a Young %@&*!, design de Art Spiegelman (Pantheon)
- Comic Book Tattoo, design de Tom Muller, direção de arte de Rantz Hoseley (Image)
- Hellboy Library Editions, design de Cary Grazzini e Mike Mignola (Dark Horse)
- What It Is, design de Lynda Barry (Drawn & Quarterly)
- Willie and Joe, design de Jacob Covey (Fantagraphics)

MELHOR PERIÓDICO RELACIONADO A QUADRINHOS:

- Comic Book Resources, produzido por Jonah Weiland
- Comics Comics, editada por Timothy Hodler e Dan Nadel (PictureBox)
- The Comics Journal, editado por Gary Groth, Michael Dean e Kristy Valenti (Fantagraphics)
- The Comics Reporter, produzido por Tom Spurgeon e Jordan Raphael

MELHOR LIVRO RELACIONADO A QUADRINHOS:

- Bill Mauldin: A Life Up Front, de Todd DePastino (Norton)
- Brush with Passion: The Art and Life of Dave Stevens, editada por Arnie e Cathy Fenner (Underwood)
- Drawing Words and Writing Pictures, de Jessica Abel e Matt Madden (First Second)
- Kirby: King of Comics, de Mark Evanier (Abrams)
- The Ten-Cent Plague: The Great Comic-Book Scare and How It Changed America, de David Hajdu (Picador/Farrar, Straus & Giroux)

HALL DA FAMA:

Voto popular:

- Antonio Prohía
- Alberto Breccia
- Bill Blackbeard
- Bob Oksner
- Jack Jackson
- Jerry Iger
- Matt Baker
- Paul S. Newman
- Reed Crandall
- Rudolph Dirks
- Russ Heath

Voto dos juízes:

- Graham Ingels
- Harold Gray

Obs: Os vencedores são os que estão em negrito e itálico.

8 comentários »

SÓ UMA ESTÓRIA

clbr1 1 - clbr1 1

odeio esquecer a carteira. pior não é esquecer. é saber exatamente onde ela ficou e ter certeza que nnão tem como voltar para buscar. já estou no ônibus e, manifestação divina, encontrei uma nota de cinco mangos, no bolso da frente da calça, daquelas que já foram lavadas umas quatro vezes pelo menos. o ônibus tá pago. e o resto do dia. e a agenda. isso porque não tenho celular. parece mentira, né? em pleno 2009. não tenho celular e esqueci a carteira. vou para o trabalho, com agenda plena, com um real e cinquenta centavos e sem celular. sem documentos, sem crachá sem nada…

…genteeee, comofaz? o porteiro odeia muito muito quando eu esqueco o cracha na minha mesinha e tenho que pedir pra ele abrir! imagina!!! quer saber??? foda-se!!! nao vou trabalhar…

…vou é passear aqui pelas ruas de santos. sem documentos e sem nada, vou é caminhar devagarzinho, voltando aos poucos para minha casa. acho que assim, faço melhor.

ao virar a primeira esquina, aquelas cenas de hollywood… carros de polícia, bombeiros, resgates, uma porção de gente olhando e aquela indefectível fita zebrada amarela e preta que lá na gringa trz escrito: “crime scene - do not cross”…

…bateu aquela curiosidade. o que teria acontecido. disfarçado de “conheço alguém que mora bem aqui”, fui perguntar o que tinha acontecido.

foi quando encontrei carolina, chorando copiosamente.

não sabia o que fazer. não consegui mensurar o tempo que não via carolina. tanto que nem imaginava se ela lebraria de mim. enfim, com o mesmo texto (conheço alguém que mora bem aqui) fui lá, passo certo, direto para carolina…

…mas desisti da idéia. Pelo seu estado provavelmente ela conhece(ou conheceu) alguém que esteja envolvido na situação.

Por isso prefiro me distanciar e aguardar por um tempo. Afinal não vou trabalhar mesmo.

Mas minha curiosidade não permite que fique quieto e vou até mais perto, em uma tentativa e ver o que aconteceu no local, quando me deparo…

…com uma maca saindo com michael jackson entubado. morto, diziam as pessoas ao redor. como assim? ate agora pouco eu estava em santos, esqueci a carteira, as chaves, o cracha. nao fui trabalhar. agora ouço que estao levando michael para o hospital… gente, e verdade! todo estao falando em ingles! estou louco? como isso pode ter acontecido? acho que preciso acordar deste sonho…

…absolutamente lisérgico. ainda perdido em pensamentos, sou abordado por um policial que me pergunta (em inglês, meu deus! como é possível?) se eu conhecia alguém do local, já que parecia tão atônito. minha primeira reação foi rir. o que fazer? que coisa mais insólita! perdido, assustado e sem absolutamente nenhuma idéia de que diabos acontecia ali e comigo eu ri. acho que nem é necessário descrever o quanto o policial se irritou. repetiu a pergunta, dessa vez com mais ênfase nas sílabas. eu olhei para ele e não consegui responder nada! ele me pegou pelo braço e me encaminhou para um carro de polícia dentre vários parado ali no meio da área de isolamento. me pediram documentos…

Eh?!? Documentos? Como assim? Por que documentos? O que eu fiz de errado? Senhor guarda, acredite estou aqui por curiosidade, por favor não se irrite! Prometo que ficarei quietinho aqui e não atrapalharei a investigação. Mas será que antes disso o senhor pode me informar exatamente o que está acontecendo? Ah? Documentos? Só porque quero uma simples informação?

…isso tudo num inglês terrível, enrrolado, errado… uma tragédia. lógico que só piorou mais a situação. o oficial, muito mais irritado que antes me perguntou: seus papéis de imigração?

bom, fui levado para a delegacia. naquela altura não sabia mais o que sentir. no rádio tocava rock with you, claro! eu só queria entender o que era tudo isso. voltava meus pensamentos para o dia que acordei, saí, e quando dei por mim no onibus em santos eu tinha esquecido tudo… tinha 5 mangos no meu bolso… e o carro para na delegacia.

cara, que loucura. aquela agitação de filme: putas com roupas anos 80 e caras de sono e ressaca conduzidas pelos braços por aqueles oficiais com cara de “que saco”. várias mesinhas, umas ao lado das outras com algumas (poucas) divisórias de vidro canelado emoldurados por folhas de madeira escura. saquinhos de donnuts e pessoas com distintivo prateado pendurado como crachá e arma nas costas, rodeando a máquina de café…

…exatamente como um filme americano policial. O oficial que me deteve me levou até uma pequena sala. Tinha apenas uma mesa e 2 cadeiras, além de um grande espelho a minha frente. Algemou minhas mãos e me mandou ficar sentado e quieto.

Eis que aparece um outro cara, esse não parecia um guarda e sim um detetive ou algo do gênero, não entendo muito dessas coisas.

Confesso que meu inglês não é lá muito bom, mas até o momento estou conseguindo compreender o que vem sendo dito, quero dizer, estava compreendendo. Esse cara parece nervoso e está falando muito rápido, não estou entendendo nada. Parece até uma outra lingua.

Sem entender, não consigo responder. Por isso fico quieto somente observando. O detetive (ou sei lá o que) está perdendo a paciência rapidamente. Até que…

…comecei a sentir muito frio. acho que de todo esse tempo, de todas essas loucuras que vivi até agora, so agora senti medo. ao menos os sintomas do medo estavam todos la: boca seca, enjoo, maos geladas e frio, muito frio.

…esse medo me começou a me deixar nervoso, mas nada comparado ao detetive que uma hora cansou de gritar palavras indecifráveis.

ficou uns 15 segundos em silêncio, levantou-se e após chegar a mim, pegou em meus braços e me levou até fora da sala em diração a um lugar que ainda não tinha visto da delegacia. é nesse momento que sinto que vou para a cadeia…

…Vamos passando de sala em sala comigo algemado e carregado pelos braços. O rapaz de “falas estranhas” faz um sinal, e nisso 2 guardas se juntam a nós.

Pergunto para onde estão me levando, mas não obtenho nenhuma resposta. Os policiais ficam calados. O frio está aumentando, assim como a sensação de loucura e de que “hoje não é meu dia”.

Após andarmos por aproximadamente uns 3 minutos, chegamos na…

…sala de distribuição com três portas. do meu lado direito, uma porta entreaberta que mostrava de relance um policial uniformizado sentado à mesa recebendo em sua face uma luz, que parecia vinda de um monitor de computador ou coisa parecida. por trás dele via-se o que parecia um painel eletrônico com diversos botões coloridos.

do meu lado esquerdo, exatamente oposta à esta, uma porta multitrancada por pelo menos 3 fechaduras enormes.

seguimos pela porta imediatamente à nossa frente. ao passar pelo pórtico de aço (sim todas as portas eram do mais reluzente aço), uma forte luz me obrigou a apertar os olhos.

quando lentamente me acostumei com a claridade, deparei com um corredor de aproximadamente 10 ou 15 metros, de um piso muito branco, com celas fechadas por grades dos dois lados.

E lentamente sou levado entre o apavorante corredor. Se antes estava frio, agora estou na era glacial. Frio, medo e nervosismo são as únicas coisas que consigo sentir nesse momento.

Para tentar minimizar o medo e a preocupação mantenho meus olhos somente para o chão, enquanto vou caminhando para frente cada vez mais lentamente. Na jornada para “minha” cela consigo ouvir sussurros. Provavelmente são meus novos vizinhos.

Derepente uma mão em meu ombro me para, é um dos oficiais. Sinto meu corpo girando 90° para a direita. Ainda continuo olhando para o piso branco. Um ranger de metal se arrastando para o lado apita em meus ouvidos.

Em frente a porta da cela, vou levantando devagar meus olhos para frente , e vejo…

…uma luz, distante, como que vindo em minha direção.

sinto essa luz aumentando de intensidade e preenchendo todo o meu campo de visão. em pouquíssimo tempo me sinto totalmente ofuscado. como se eu estivesse de frente para o sol.

ainda cego, ouço um som ao longe. lembra uma sirene, porém é muito distante. mas, como a luz, parece se aproximar cada vez mais e mais se tornando nítido… é uma sirene sim, definitivamente.

não uma sirene qualquer… uma sirene conhecida, familiar. o ritmo me é absolutamente familiar.

começo a enxergar… aos poucos vejo uma cortina escondendo a janela do meu quarto. num gesto-reflexo minha mão esquerda se dirige ao rádio-relógio antigo e pressiona o botão maior.

ao silenciar, reparo ao lado da janela meu poster do kiss, gasto e… péra aí…

eu tô no meu quarto!

Isso significa que tudo não passou de um sonho? Afinal nada fazia sentido, bolar trabalho, ser preso, encontrar o Michael Jackson e policiais americanos aqui em Santos. É, realmente não passou de um sonho mega bizarro.

Mas já estou atrasado, perdi muito tempo tentando encontrar sentido em um sonho sem sentido. Rapidamente me levanto (meio zonzo) e lentamente vou completando todas as ‘etapas’ que necessito passar antes de me dirigir até o trabalho. Banho, café da manhã, me arrumar e etc…

Meu atraso vai aumentando e sou forçando a sair de casa apressadamente. Após virar a esquina percebo que meu ônibus (que já estava parado no ponto) está saindo. Não posso perder esse de jeito nenhum!

Como um foguete decolando corro em direção ao ônibus. Por sorte o senhor motorista percebe meus movimentos, para novamente, e espera eu chegar. Ofegante, subo no ônibus, pego a nota de 5 reais que estava em meu bolso.

Pago minha passagem e me sento no final do ônibus. Após repousar em meu assento tenho uma estranha sensação. Quase que inconscientemente começo a tatear meus bolsos, quando…

EI, CADÊ MINHA CARTEIRA ?

Fim (ou não)!

17 comentários »

REVISTA VICE AGORA NO BRASIL

090728 - 090728

Esses últimos meses o Brasil andou três casas pra frente no mercado editorial: a revista gringa Vice foi lançada por aqui. Com um conteúdo moderno e prafrentex, a publicação é gratuita e é produzida em 16 países, sendo o Brasil a última inclusão.

Disponível em mais de 22 países, Vice conta com mais de 900 mil leitores. Bastante gente, considerando do que eles falam. Matérias como O Guia Vice para comer muçulmanas e Bukkake na minha cara: Bem vindo a antiga tradição japonesa dos facials, são de ordem comum e, além de simplesmente chocar, alarga as pregas do mercado editorial e, na melhor tradição de Larry Flint, traz alguns assuntos proibidos à mesa.

Acusada de ser racista, sexista e reacionária, seus editores têm entrevistas publicadas em que dizem que imigrantes devem assimilar ao modo WASP de vida ocidental, bem como já disseram que “adoram ser brancos e isso é algo que isso deve ser motivo de orgulho”. Bem como também já declararam que a mídia dos babyboomers é algo a ser ridicularizada.

A Vice brasileira, no entanto, depois de uma festa descolada em São Paulo e do lançamento da sua primeira edição, enfrentou uma demissão em massa - não lembro bem o porque, acredito que era em solidariedade a algum dos colegas de redação. Além disso, boa parte do seu blog é a tradução das matérias gringas. Dá pra entender, a revista ainda é nova por aqui e precisa se ajustar direito.

Esperamos que a empreitada em terra brasillis funcione. Caso você não tenha recebido uma cópia dela, visite o site deles (http://www.viceland.com/br/)

texto: rui darci do coletivo action (http://coletivoaction.blogspot.com)

4 comentários »

GP DA HUNGRIA 2009

090727 - 090727

a décima etapa dessa temporada foi marcada por uma corrida que causou uma estranha sensação e desconforto em muita gente. as coisas já começaram ruins no treino classificatório com acidente de Felipe Massa (que o marcão abordou de maneira magnífica nos comentários dos últimos posts) e terminaram com diversos erros durante a prova que poderiam ter causado outros acidentes. não sei se foi apenas coincidência ou uma falta de concentração das equipes, talvez pelo estado do piloto brasileiro. enfim, realmente não sei o que aconteceu, mas que esse GP deu um medo, ah isso deu.

mas apesar dos acontecimentos foi uma boa corrida, principalmente pelos resultados que fugiram do ‘padrão’ seguido pela temporada até o momento. ultimamente estamos acostumados a assistir provas com destaques da Brawn x RBR, mas foi divertidíssimo voltarmos (pelo menos por uma corrida) a rivalidade da McLaren / Ferrari.

meses depois de sua última vitória, o campeão mundial Lewis Hamilton conseguiu sua primeira vitória da temporada. Raikkonen ocupou a segunda posição, e o pódio foi completado por Webber que ficou com a terceira colocação e agora assume a vice-liderança do campeonato.

a largada começou com Alonso preservando sua pole position. Raikkonen com uma manobra parecida com a de Webber no GP passado, bate na McLaren de Hamilton que consegue controlar o carro, mas quase acerta Vettel. só que diferente do australiano, Raikkonen não foi punido (povavelmente graças a influência de sua equipe na categoria). Webber ultrapassa seu companheiro de equipe Sebastian Vettel e sobe para segundo. Hamilton aproveita o ‘gás’ do australiano, consegue o terceiro lugar e posteriormente a segunda posição com uma pequena ajuda do Kers.

090727A - 090727A

Hamilton seguiu em bom ritmo e aos poucos foi alcançando a Renault de Alonso, que enfrentou problemas na colocação de sua dianteira no pit stop. logo após voltar a pista o espanhol perde sua calota protetora e depois sua roda inteira, em um incidente perigosíssimo. lembrando que meu post passado foi dedicado ao acidente de Henry Surtees que faleceu em um acidente parecido com o sofrido pelo Massa só que envolvendo uma roda que acertou sua cabeça. felizmente no caso de ontem ninguém foi atingido, mas resultou no fim de corrida para Fernando Alonso.

mesmo com um de seus pilotos conquistando o terceiro lugar, a RBR não tava em um de seus melhores dias. Vettel abandonou a prova e Webber teve dificuldades no pit stop, um problema na mangueira causou uma grande perde de tempo. na saída seu carro quase se encontra com o a Ferrari de Raikkonen, cena que inclusive rendeu um “vai bater!” de Galvão Bueno. não ouve batida, mas Webber teve sua posição prejudicada e o finlandês assumiu o segundo lugar.

o desempenho da Brawn novamente não foi o os melhores, Button terminou em sétimo e sua liderança no campeonato está prestes a ser prejudicada. Barrichello realizou uma prova discreta e terminou em décimo.

com os problemas de Alonso, Webber e com Raikkonen permanecendo com um ritmo constante para conservar os pneus, Hamilton teve uma vitória tranqüila e merecida pela McLaren.

a próxima corrida será 23 de Agosto depois de uma pausa de 3 semanas no GP da Europa. a F1 tem férias, mas nós não. semana que vem nós vemos aqui.

até mais!

090727B - 090727B

RESULTADO DO GP

1 - Lewis Hamilton (McLaren) 1:38:23.876
2 - Kimi Raikkonen (Ferrari) +11.5 secs
3 - Mark Webber (RBR) +16.8 secs
4 - Nico Rosberg (Williams) +26.9 secs
5 - Heikki Kovalainen (McLaren) +34.3 secs
6 - Timo Glock (Toyota) +35.2 secs
7 - Jenson Button (Brawn) +55.0 secs
8 - Jarno Trulli (Toyota) +68.1 secs
9 - Kazuki Nakajima (Williams) +68.7 secs
10 - Rubens Barrichello (Brawn) +69.2 secs
11 - Nick Heidfeld (BMW Sauber) +70.6 secs
12 - Nelson Piquet (Renault) +71.5 secs
13 - Robert Kubica (BMW Sauber) +74.0 secs
14 - Giancarlo Fisichella (Force India) +1 Lap
15 - Jaime Alguersuari (STR) +1 Lap
16 - Sebastien Buemi (STR) +1 Lap
ret - Sebastian Vettel (RBR) -
ret - Fernando Alonso (Renault) -
ret - Adrian Sutil (Force India) -

CLASSIFICAÇÃO (PILOTOS)

1 - Jenson Button (Brawn) 70
2 - Mark Webber (RBR) 51.5
3 - Sebastian Vettel (RBR) 47
4 - Rubens Barrichello (Brawn) 44
5 - Nico Rosberg (Williams) 25.5
6 - Jarno Trulli (Toyota) 24.5
7 - Felipe Massa (Ferrari) 22
8 - Lewis Hamilton (McLaren) 19
9 - Kimi Räikkönen (Ferrari) 18
10 - Timo Glock (Toyota) 16
11 - Fernando Alonso (Renault) 13
12 - Heikki Kovalainen (McLaren) 9
13 - Nick Heidfeld (BMW Sauber) 6
14 - Sebastien Buemi (STR) 3
15 - Robert Kubica (BMW Sauber) 2
16 - Jaime Alguersuari (STR) 0
17 - Adrian Sutil (Force India) 0
18 - Nelsinho Piquet (Renault) 0
19 - Giancarlo Fisichella (Force India)0
20 - Kazuki Nakajima (Williams) 0

CLASSIFICAÇÃO (EQUIPES)

1 - Brawn 114
2 - RBR 98.5
3 - Ferrari 40
4 - Toyota 38.5
5 - McLaren 28
6 - Williams 20.5
7 - Renault 13
8 - BMW Sauber 8
9 - STR 5
10 - Force India 0

texto: gustavo hamsen.

19 comentários »

THE SEVEN-DAY AGENDA, NYC #4

090726 - 090726

hellowww!

ocupadissima aqui, fiquei com saudades demais da minha coluninha! como nada nunca volta ao normal, mesmo assim eu volto para agencia urbana! fui muito bem representada aqui pelo texto do marcao: le tour de france. aqui em ny, todos torcemos muuuuuuuito pelo nosso texano lance armstrong. ele representa muito para muita gente portadora de cancer, nao so aqui bem como em quase a totalidade dos eua! mesmo no final, parece que sem chances de vitoria, cada etapa terminada por lace e encarada e celebrada como mais uma vitoria, nao so dele, mas de um pelotao de pessoas que pegaram a roda dele e acreditam que tudo pode ser melhor. livestrong, always!

soube que ai em sao paulo a lei anti tabagismo tem dado o que falar. por aqui a coisa ja e antiga e todos nao so se conformaram como vivem melhor e propocionam prazeres mais significativos, como diria o marcao, no campo sensorial!

os brasileiros, parecem que terao um pouco mais de dificuldades de adaptacao: o cineasta eduardo coutinho anda muito bravo por nyc em busca de um bar com um espaco onde possa fumar. depois de nove horas de voo, vindo dai de sp, ele se dizia “seco por um cigarro”. por fim consegue sentar-se numa varandinha da rua 54, fala sobre a sua “compulsao” e convence o garçon, que autoriza o cigarro com uma condicao: “se alguem reclamar, o senhor apaga o cigarro, ok? é que aqui na cidade quase ninguem mais fuma…” coutinho concorda, mas reclama: “agora proibem a gente até de fumar ao ar livre!” eduardo disse que penou nos 3 ou 4 dias de sua estadia em nyc lutando contra a vontade de fumar… mas desta vez não podia deixar de vir: ele é homenageado pelo moma com a primeira retrospectiva de sua obra nos eua. a premiere brazil vai exibir, ate 3 de agosto, oito filmes de eduardo coutinho, desde o historico “cabra marcado para morrer” (1964/1984) até o mais recente “moscou” (2009), que deve ter sido lançado esta semana no brasil.

vejam os filmes, comprem os livros, oucam os discos e gente… parem de fumar!

THE SEVEN-DAY AGENDA:

*MON - (music & dance) summerstage: ginuwine - traga seu par para uma tarde dançando devagar, cheek to cheek com ginuwine, joe and chico debarge. (free - rumsey playfield at central park 69th st. at fifth ave., new york, NY 10019 212-360-2756 3pm - 7pm)
http://www.summerstage.org

*TUE - (music) mostly mozart festival - o maestro louis langrée a frente da orquestra do festival que conta com o pianista leif ove andsnes e com a mezzo alice coote, apresenta o programa que inclui o concerto em do menor numero 3 para piano de beethoven e o fabuloso “berenice, che fai?” de haydn. ($35-$90 avery fisher hall at lincoln center for the performing arts 10 lincoln center plz., new york, NY 10023 nr. 65th st. 212-875-5030 8pm)

*WED - (movie) anonyma - eine frau in berlin - durante a invasão do exercito vermelho em 1945, mulher alema inicia um relacionamento com um oficial russo. baseado no diary of anonyma, publicado em 1958, o diretor max farberbock ilumina de forma muito inteligente o assunto-taboo sem muito melodrama (em cartaz no queens e long island)
www.anonyma.film.de

*THU - (arts) black acid co-op (PHOTO) - nessa instalacao multimedia, a galeria de jonah freeman e justin lowe esta transformada numa casa assombrada, num tunel do amor e ainda num crazy freak show que objetiva traduzir uma extravagante jornada pela noite americana. ($free deitch projects 76 grand st., new york, NY 10013 nr. wooster st. 212-343-7300 noom-6pm)
www.deitch.com

*FRI - (music) team robespierre - direto dos party-hard brooklynites vem esse doce synth punk. com math the band, iji e watercolor paintings. ($20 & under - death by audio 49 s. 2nd, brooklyn, NY 11211 nr. wythe ave 8pm)

*SAT - (photography) the female gaze: women looking at women - as cada vez mais ploemicas artistas apresentam imagens de mulheres. pinturas e fotos mostram o gamut de celebre e politico ate o pueril. (free - cheim & read 547 w. 25th st., new york, NY 10011 nr. eleventh ave. 212-242-7727 10am-6pm).
www.cheimread.com

*SUN - (theater) altar boyz - super aclamada pela critica, a peca conta a historia da visita de uma boy-band de cidade pequena a ny ($26.50-$79.99 new world stages 340 w. 50th st., new york, NY 10019 nr. eighth ave. 646-871-1730 3pm-7:30pm)
www.altarboyz.com

seeya!

texto: daniela laffite
photo: black acid co-op by greg kessler / courtesy of deitch projects

18 comentários »

HAMBURGER

090725 - 090725

Boi ralado. Assim era carinhosamente chamada a carne moída pela minha madrinha. A carne moída não é tão apreciada, mas vamos concordar, é a carne mais versátil. Pode ser feita de inúmeras formas, aceita diversos condimentos, rápidamente e sem segredos. É por essas e por outras que adoro boi ralado.

Por que hambúrguer? Precisa explicar? Ao contrário do bife, sou defensora da teoria de que não existe uma receita impecável de hambúrguer. Sempre que faço meus hambúrgueres em casa, a receita muda um pouquinho. Mas a base é sempre a mesma: carne moída + pão umedecido, porque só com a carne moída, me sinto comendo uma almôndega deformada.

Historinha da origem dessa famosa variação do boi ralado:

Há várias versões sobre a origem do hambúrguer. Porém, um dado é certo: ele nasceu há muitos séculos e, contrariando a regra da grande maioria dos hábitos alimentares, que se caracterizam pela regionalidade. O hambúrguer, apesar de tido e havido como uma instituição norte-americana, só chegou ao país da coca-cola, pelas mãos de imigrantes alemães, vindos dos arredores de Hamburgo. Uma das histórias sobre sua origem remete ao séculoXIII, quando cavaleiros tártaros moíam a carne dura e crua durante as cavalgadas, colocando-a sob suas selas. Após algum tempo de travessia, o alimento se transformava em uma “massa” mais macia e fácil de mastigar.

A história do hambúrguer começou no fim do século XVII, quando tribos nômades da Ásia Ocidental desenvolveram a técnica de temperar a carne bovina, finamente picada, a fim de evitar seu perecimento. A iguaria teve bastante aceitação, uma vez que dispensava o manuseio do fogo nos acampamentos. Marinheiros alemães que faziam a rota do Báltico conheceram a receita, porém, torceram o nariz para a carne crua. Levaram, então, a idéia para casa, mas passaram a cozinhar a carne. O sucesso foi tal que rapidamente virou um prato típico da culinária alemã.
No século XIX, quando a América recebia seus novos descobridores, os navegadores que partiam da cidade alemã de Hamburgo traziam a tradicional receita, que recebeu o nome de hamburg style steak (bife ao estilo hamburguês).

Os americanos aperfeiçoaram a receita, acrescentando o pão. Hoje, o hambúrguer é um ícone da culinária americana.

Em 1836, no restaurante Del Monico’s (Nova Iorque), o hambúrguer ganhou, pela primeira vez, estatuto de iguaria e passou a constar no cardápio - entre duas fatias de pão, já em formato de sanduíche.

** Ingredientes

- quatro fatias de pão de forma integral sem casca e cortado em cubinhos ou um pão francês sem casca cortado em cubinhos;
- cem mls de água;
- duas colheres (chá) cheias de sal fino;
- quatro dentes de alho;
- cem gramas de bacon;
- uma cebola pequena;
- orégano, salsa e cebolinha desidratados (cerca de uma colher de chá de cada);
- um quilo de carne moída (patinho, lagarto ou alcatra).

** Modo de Preparo

Triture o alho, a cebola e o bacon no processador de alimentos ou pique tudo bem pequenininho. Misture bem o pão com a água até que se transforme em uma massinha grudenta e homogênea. Coloque todos os ingredientes em um recipiente grande e misture bem com uma colher grande (ou amasse com as mãos) até que a massa fique bem homogênea.

Molde discos com a massa. Use um pote redondo ou um copo de boca larga para cortar todos do mesmo tamanho. Forre duas formas grandes com alumínio e unte com um pouco de óleo. Disponha os hambúrgueres e leve ao forno alto pré-aquecido por 25 a 30 minutos, ou até estarem completamente cozidos e corados.

Rendimento: 10 hamburgueres (de cerca de 13cm cada)

** Dicas

- Sirva com o pão de sua preferência, rodelas de tomate, alface e cebola picada.
- Ao escolher o tamanho do hamburguer, tenha em mente que ele encolherá um pouco durante o cozimento.

Até a próxima mistura!

27 comentários »

CELEBRIDADES ESTILISTAS

090724 - 090724

Eles cantam, dançam, atuam, são capa de revista e às vezes até de noticiário policial. E isso não é tudo… eles fazem licenciamento bizarro para tudo quanto é tipo de produto, adotam filhos em países sub-desenvolvidos, apóiam campanhas que o empresário índia. Mas espere, não acabou! Agora eles querem ser… ESTILISTAS!!! Sabe de quem estou falando??? Das celebridades multi-task-power!

Sim, e não são poucos. A nova onda dos famosos é ter sua própria marca – e não estou falando de emprestar o nome e prestígio não, eles põe a mão na agulha! Muitos criam coleções inteiras com idéias da (pasmem!) própria cabeça.

Vou começar pelo motivo que me deu a idéia desse post: dirigindo no delicioso trânsito paulistano ouço na rádio que Ron Wood iria lançar sua própria linha. Sim queridos, Ron Rolling Stones Wood! O guitarrista vai criar suas peças em parceira com a bacanérrima Liberty of London – para moços, moças e acessórios. Especula-se que as peças custarão entre £175 e ar a £2 mil (algo em torno de R$ 557 e R$ 6,3 mil).

Também do mundo da música, merece destaque a cantora Gwen Stefani – a maior parte do figurino utilizado pela loira nos shows do No Doubt eram criações próprias. Com o tempo (e dinheiro) a moça apurou o gosto e estilo. Resultado: lançou em 2004 a marca L.A.M.B. (love, angel, music, baby – nome de seu primeiro trabalho solo) que já foi usada por ninguém mais, ninguém menos que Nicole Kidman, Teri Hatcher, além da própria Gwen.

E quem não se lembra das gêmeas fofas dos vinte filmes de roteiro igual da sessão da tarde? Sim, elas cresceram! Viraram alcoólatras, anorexas, mas retomaram a linha e hoje possuem a própria marca de roupas, a Elizabeth and James (além das linhas de produtos infindáveis). E não é que as irmãs Olsen acertaram a mão? A coleção é super bem pensada – formas, cores e estilo – e a criação é da própria Ashley (que atualmente estagia no ateliê do estilista Zac Posen).

090724A - 090724A

No Brasil, uma das iniciativas mais bem sucedidas é da modelo/atriz/cantora/barraqueira Naomi Campbell. Em parceira com a geração mais nova de dasluzetes - Bernadino, Luciana e Marcella (filhos de Eliana Tranchesi, dona da Daslu) e Helena Bordon (filha de Donata Meirelles, diretora do mega templo), a estrela fashion lançou a linha Naomi 284, que tem como símbolo a pantera negra. A inspiração para as coleções vieram de seus closets (um em Londres e um em Nova Iorque), com peças que a modelo coleciona desde o início de sua carreira (uns 20 anos). As peças seguem a essência da 284, muito jovem e versátil – para usar em todas as ocasiões – com um tom sexy e sofisticado.

É claro que nem tudo é sucesso nessa tendência “wannabe Armani” (que o diga a ultra mega blaster pop star Madonna e sua coleção fiasco para a H&M em 2007). Afinal, uma coisa é ter bom senso e bom gosto para se vestir, agora para cortar e desenhar… melhor deixar para os experts, né?

Bjocas e até…

texto: lúcia thomaz

23 comentários »

MARVEL 70 ANOS – AS MELHORES HISTÓRIAS

090723 - 090723

Em outubro de 1939 a Timely editora lançou a edição Marvel Comics #1, isso significa que a Marvel Comics (também conhecida como “casa das idéias”) está completando seus 70 anos de existência. A editora já vem comemorando seu aniversário desde o início de 2009, mas parece que agora no meio de ano a editora resolveu intensificar as comemorações e promete várias novidades, capas especiais, edições especiais, edições históricas e etc…

Ou seja, muita coisa bacana está a caminho (quer dizer, pelo menos para os americanos). Em seu site, para celebrar a data, a Marvel convidou seus fãs para participarem das votações de um top 70 envolvendo as categorias melhores histórias, melhores capas e melhores personagens.

Hoje em especial o assunto é: as melhores histórias. Não vou escrever a lista completa, mas irei mostrar quais foram as edições que ficaram com as primeiras 5 colocações no rank, vamos lá:

090723A - 090723A

1 - Amazing Fantasy #15

Para ocupar o cargo de melhor história da editora, nada mais justo que a edição que marca a 1ª aparição do super-herói mais popular da Marvel, o Homem Aranha. Antes de todos seus conflitos com clones, simbiontes, guerras civis e uma extensa lista de vilões bizarros, temos o “amigão da vizinhança” em uma época mais simples onde fazia o que sabe de melhor, capturar bandidos e salvar o dia.

História publicada em 10 de Agosto de 1962.

090723B - 090723B

2 - Fantastic Four #48

Apesar do segundo lugar ficar com uma revista do Quarteto Fantástico, essa edição é marcada pela estréia do poderoso Galactus (o devorador de planetas). Em sua “fome por mundos” a criatura veio consumir a energia de nosso pequeno planeta. Para evitar a catástrofe o quarteto junto com Uatu (o Vigia) e o Surfista Prateado (que na época era arauto de Galactus) precisam enfrentar a fúria de um dos seres mais poderosos do universo Marvel.

História publicada em 10 de Março de 1966.

090723C - 090723C

3 - Giant Size X-Men #1

A terceira posição fica com a estréia da segunda formação dos X-Men. Adotando uma abordagem mais madura, trocaram à trama de “adolescentes aprendendo a usar seus poderes” para uma envolvendo a nova equipe, mais adulta, formada por mutantes de outras culturas e nações. A segunda formação dos X-Men é composta por: Tempestade (Quênia), Colossus (antiga União Soviética), Noturno (Alemanha), Pássaro Trovejante (região indígena dos EUA), Banshee (Irlanda), Solares (Japão), Wolverine (Canadá) e Ciclope que apesar de ser da 1ª equipe permanece como líder nessa formação.

História publicada em 1 de Janeiro de 1975.

090723D - 090723D

4 - Uncanny X-Men #137

Ocupando a quarta posição está o clássico X-Men #137. Esta edição marcou o universo Marvel pela inesperada morte de Jean Grey. Uma poderosa entidade cósmica chamada Fênix se apossa do corpo de Jean. Com ajuda do Professor X, Jean conseguiu controlar as emoções do ser cósmico que habitava seu corpo por um determinado tempo. Nessa revista ocorre uma batalha entre os X-Men contra a Guarda Imperial Shiar. Quando Jean percebe que seu lado negro está levantando novamente, resolve se suicidar para salvar a todos.

História publicada em 10 de Setembro de 1980.

090723E - 090723E

5 - Avengers #4

Em quinto no rank se encontra a quarta edição da revista dos Vingadores. Essa importante edição se destacada pelo retorno do Capitão América. O Sentinela da Liberdade (como é conhecido) surgiu em Captain America Comics #1 (Março de 1941), devido a crise da Segunda Guerra Mundial. Após os conflitos o herói foi esquecido. Nessa edição dos Vingadores, a equipe descobre o corpo do Capitão congelado e o desperta para fazer parte do grupo de heróis. A editora para explicar o sumiço do herói nos últimos anos, revelou que ele tinha caído de um avião experimental no Atlântico Norte no fim da guerra e passou as últimas décadas congelado, em uma espécie de animação suspensa.

História publicada em 10 de Março de 1964.

Quem estiver interessado em saber o resultado completo da votação das melhores histórias pode acessar o site da Marvel, ou se preferir acessar diretamente a página, é só clicar aqui.

11 comentários »

1941 - THE MALTESE FALCON

não é de graça que para alguns filmes se atribui a indicação de CLÁSSICO. tem gente que acredita que clássico tem a ver com antigo (isso pra não chamar de “velho”).

lêdo engano.

o filme do título acima coleciona indicadores importantes na história do cinema. um dos mais, na minha leitura é definir a data da criação do “film noir” (apesar de nunca se usar, traduz-se em algo como cinema sombrio): 9 de junho de 1941, dia do início das filmagens do falcão maltês: relíquia macabra. o dia 30 de outubro de 1941 (sua estréia em nova iorque) também é data apontada como aniversário do “noir”.

e o quê define o noir? a iluminação, os cenários urbanos e as posições de câmera definidos pelo diretor john huston nesse filme, nessa data.

a grande iniciativa do falcão maltês foi de max wilk, com dez anos de idade. max (em 1929) se divertia lendo a revista “black mask” quando se encantou com uma história de detetives chamada “o falcão maltês”. a edição foi interrompida abruptamente… foi quando max reclamou para seu pai, jacob wilk, produtor da warner.

jacob conseguiu toda a coleção e, em 14 de fevereiro de 1930 adquiriu os direitos cinematográficos sobre o livro do autor dashiell hammett (que realmente foi detetive, tendo trabalhado na famosa agência de detetives pinkerton em 1915, antes de se tornar escritor).

o mote gira em torno de se recuperar a estatueta de um falcão que esconde, por baixo de sua cobertura metálica, a ave de ouro dos cavaleiros da ordem de são joão ou dos cavaleiros de malta.

090708 - 090708

humphrey deforest bogart teve, pela primeira vez em o falcão maltês seu nome acima do título do filme que protagonizava. sim, isto antes de casablanca! bogie definiu um sam spade frio, egoísta e cínico, que mantém uma aventura com a mulher de seu sócio e a abandona quando este é assassinado. também é a primeira vez que um personagem vivdo por bogart beija longamente uma mulher em cena.

no papel de brigidt o’shaughnessy, mary astor: atraente, encantadora, sedutoramente feminina e indefesa, mas também mentirosa e assassina. no caso de sua recusa, estariam escaladas para o papel rita hayworth e ingrid bergman (entre outras).

destaque criativo para o genial john huston que estréia como diretor neste filme e apresenta como lead para sua direção o desenho minucioso de todos os planos de filmagem. o método, chamado “storyboard” tinha sido introduzido em hollywood havia pouco tempo por alfred hitchcock. além de definir o noir, alguns estudiosos apontam neste filme a seguinte curiosidade: na busca caprichada pelo equilíbrio comportamental nos personagens, para a masculinidade plena de sam spade (bogie), huston teria contado, além da feminilidade de brigid (astor) com o homossexualismo latente nos personagens de peter lorre (joel cairo) e de elisha cook jr (wilmer cook) - na versão original, spade chama cook de “gunsel”: a censura pensou ser um termo de gíria para “gunman” (pistoleiro). na verdade é uma palavra iídiche que tem tradução próxima de “bichinha”. muita atenção com os enquadramentos e com a atmosfera além da posição “baixa” das câmeras são assinaturas de huston neste filme.

para terminar, as referências imprescindíveis para peter lorre (guardadas as óbvias proporções, um johnnie depp da época - exímio intérprete de personagens estranhos) e do inglês sydney greenstreet com o divertidíssimo kasper gutman.

filmcard:

THE MALTESE FALCON

estréia nos eua: 1941
estréia no brasil: 1942

oscars: indicado a 3 (filme, ator coadjuvante - greenstreet e roteiro)

SAM SPADE - humphrey bogart
BRIGID O’SHAUGNESSY - mary astor
JOEL CAIRO - peter lorre
MILES ARCHER - jerome cowan
WILMER COOK - elisha cook jr.
KASPER GUTMAN - sydney greenstreet
IVA ARCHER - gladys george
EFFIE PERINE - lee patrick

roteiro: john huston baseado na história de dashiell hammett

para os colecionadores de plantão, sobra a pergunta: e o falcão?

as duas estatuetas usadas para o filme (uma delas caiu, derrubada por bogie, tendo danificadas as penas da cauda) tem dono. uma, adquirida por 20 mil dólares em meados da década de 80 está em los angeles com o dentista gary milan. a outra foi leiloada na christie’s em 1994 e terminou por 400 mil dólares em nova iorque, na mão do proprietário de uma rede de joalherias ronald winston.

sucesso,
marcão

14 comentários »

Próxima Página »