Agência Urbana

Arquivo de Agosto de 2009

CHEIRA PODRE A FORMULA 1

090831 - 090831

prometi que ia maneirar na fórmula 1, lembram? ainda mais na segunda, eternizada coluna do gusta com toda sua vontade de fórmula1? desisti da promessa!

mas o de hoje não vai falar do antistall na largada do rubinho tampouco registrar os momentos e resultados de spa-francorchamps, 12a etapa da temporada 2009.

a de hoje é pra deixar o triste registro de uma possibilidade absolutamente deselegante (pra não escrever outra coisa) frente ao charme de conseguir pilotar um monoposto daqueles.

lembram de cingapura 2008? prova noturna? f1 makes history? e o felipe dentro do carro na saída do pitlane esperando os mecânicos para tentar tirar a mangueira pendurada depois do desastroso pitstop? e, como não, a imagem de um campeonato mundial ferrarista água abaixo?

então: nelsinho teria batido de propósito, obrigando a presença do safety car; alonso, abastecido, ganha a prova. pronto: renault & alonso made history na primeira prova noturna.

tudo isso orquestrado, claro, pelo briatore.

a nota foi do regi durante a transmissão da globo. mas tá longe de ser furo. uma ‘empresa particular’ investiga e já tem gente na renault que está sem dormir.

que o briatore é polêmico, fato! aquela benetton de 1994 deu mais que pano pra manga. os controles eletrônicos estavam proibidos e flagraram algumas equipes (mclaren, ferrari e benneton) utilizando. lembram?

a desculpa foi: os equipamentos eram usados ’somente’ nos treinos para testes. durante as competições oficiais, seriam desligados e permaneceriam inativos (bah!). schumacher (benetton) ficou na berlinda e foi punido por mil motivos, incluindo uma placa de madeira 1mm menor do que o regulamento.

ironia, esse fato da ‘placa’ ocorreu em spa (schumacher foi desclassificado), exatamente onde a brasileirada hoje foi avisada da ‘bomba’.

segundo comments em blogs e twitters afora, no lance de 94 que tb envolve briatore na frente da benetton, a ‘vista grossa’ teria sido um ‘combinado’ por assim dizer entre a fia e as equipes para dar um basta na ‘hegemonia chata’ das williams.

e as inúmeras e sequentes punições à schumacher na benetton seriam uma forma de tentar ‘redimir’ o papelão e, por fim, reconquistar credibilidade no fair-play.

no mais, felipe teria ido conversar com briatore em cingapura, questionando a ‘batida esquisita’ do nelsinho.

nelsão teria afirmado à reportagem da globo que tinha mais o que fazer do que ficar indo à todas as corridas. ia para tentar administrar a cena, pq a ‘bomba’ seria enorme!

briatore escolheu a curva e pediu pro nelsinho bater? nelsinho topou? nelsão entrou pra tentar consertar? nelsinho ‘despedido’ e essa notícia entra em pauta? o nelsão ou a imprensa (principalmente a brasileira) buscando justificativa pro fora no nelsinho?

postei a foto do briatore na referência. pura torcida (por inútil que pareça) para que, se tudo se confirmar, a do nelsinho não venha pra cá tb, titulando esse mega-papelão.

sucesso,
marcão

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10 THINGS ABOUT NYC

Helooooooow!

Essa semana, para variar, mais uma curtinha. Escrevo sempre daqui, tentando apresentar novidades, curiosidades, entrevistas e coisas bacanas de NYC. Acabo por esquecer que voces estao em maior parte no Brasil… e nessa cidade gostosissima que e Santos.

Novamente apressada, minha missao ’sensorial’ dessa semana foi procurar um video que mostrasse um pouco do lugar de onde teclo. Fiquei surpresa com a quantidade de porcarias online, mesmo considerando agencias conceituadas de turismo e bureaus.

Achei esse bem legal, ainda looooonge de ser ‘o legal’, mas bem legal.

Sintam NYC…

Seeya!

texto: daniela laffite.

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AMBROSIA

090829 - 090829

Ambrosia, o manjar dos deuses do Olimpo, era um doce com divino sabor, segundo a mitologia grega. Era tão poderoso que se um mortal, a quem era vedado, o comesse, ganharia a imortalidade.

Conta a história, que quando os deuses o ofereciam a algum humano, este, ao experimentá-lo, sentia uma sensação de extrema felicidade. O nome Ambrósio, que vem da mesma raiz, significa divino e imortal.

A ambrosia é uma sobremesa tradicional portuguesa. É também o mais antigo doce de Minas Gerais e igualmente muito popular no Rio Grande do Sul. Iguaria muito apreciada, é feita à base de ovos batidos cozidos em leite adocicado e perfumado com baunilha. É considerado doce de colher ou doce de compoteira. A sua origem é discutível, e são citados Portugal e Espanha.

* Ingredientes:

- quatro ovos;
- um litro de leite;
- suco de 1/2 limão taiti;
- oitocentos gramas de açúcar cristal;
- cravo e canela em pau (gosto).

** Modo de preparo:

- Bata (muito bem) as gemas, na batedeira, até ficarem fofas e crescidas.
- Bata, em outro recipiente, as claras em ponto de neve bem firme.
- Junte as gemas dos ovos às claras, delicadamente.
- Coloque, noutra panela, o leite, o suco de limão taiti, o açúcar, os ovos batidos, o cravo e a canela. Misture tudo.
- Tampe a panela. Leve ao fogo.
- Baixe o fogo, assim que ferver. Conserve a panela semi-tampada.
- Quando a ambrosia começar a dourar na parte de baixo, corte com uma faca em desenho de cruz, para formar quatro pedaços.
- Vire esses pedaços com o auxílio de uma espátula. Deixe dourar na parte virada. Retire do fogo.

Deixe esfriar e sirva.

* Dica

Pode ser servida em travessas quando apresentada para convidados em jantares. Pode ser oferecida em potinhos, quando em festas de aniversários e chás da tarde.

Até a próxima mistura!

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MODA QUE ULTRAPASSA FRONTEIRAS – PARTE 1

090828 - 090828

Muitas vezes quando pensamos em moda logo vem à nossa cabeça vestidos, calças, camisetas, tênis, scarpins, tops e saias.

Porém já faz muito tempo que a moda ultrapassou essa fronteira. Hoje, quando se fala em moda a referência vai além do vestuário. Esse mercado atingiu um grande universo de produtos nos mais diferenciados ramos.

No começo, foram os acessórios: calçados, bolsas, lingeries, gravatas, lenços. Eles abriram uma porta para um mundo de possibilidades das marcas de grife, e as mantém até hoje.

Mas o grande passo para esse novo cenário fashion foram os perfumes. Que grande marca do mundo da moda não possui sua fragrância (ou uma coleção delas)? Os perfumes foram uma primeira forma de acesso ao mundo fashion – e hoje garantem boa parte das finanças das grifes. Afinal, nem todos podem se dar ao luxo de ter um belíssimo vestido de festa de Dior, já um frasco de 30ml de J’adore…

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Uma das primeiras a lançar a novidade foi a citadíssima e talentosíssima Chanel. Seu No. 5, o perfume mais famoso do mundo, foi lançado em 1921. Desde então, Paco Rabanne, Jean Patou, Balmain, Nina Ricci, Yves Saint Laurent, Gucci, Prada, Calvin Klein, Burberry, etc etc etc mantêm, investem e gozam o ramo da perfumaria e beauty (isso porque nem falamos das marcas esportivas, como Adidas e Puma; ou das brasileiras, como a Fórum).

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Dos perfumes para os relógios. Mas um acessório que ganhou ares fashionistas. Uma opção aos famosos e tradicionais suíços, os relógios das grandes maisons caíram no gosto do público. Com preços mais acessíveis – como o sucesso de vendas Tommy Hilfiger – até valores acima de 4 dígitos, a aposta nesse acessório foi fundamental para conquistar o público masculino. Gucci, Fendi, Burberry, Lacoste, Hugo Boss, Armani são alguns exemplos que se aventuraram nesse nicho.

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As marcas vão se adaptando aos tempos… seja produzindo “em casa” seja licenciando produtos, o mercado de luxo não para de crescer. Celulares são o (não tão) novo alvo. Quem não se lembra do lançamento do (ai, horroroso) V3 Dolce&Gabbana dourado? Ou da coqueluche que foi o LG Prada, um dos primeiros touch screens da categoria? Pois bem, e agora com processo de modernização que a Lacoste vem passado nos últimos anos, eles resolveram dar um ar mais jovem para a marca e uma das estratégias é a diversificação de produtos. Ano que vem a marca pretende lançar telefones celulares, que oferecerão serviços específicos, como os ligados às viagens, com informações turísticas e econômicas sobre os países. O telefone será inicialmente lançado em 15 países, a maioria europeus, e, posteriormente, em 30 países, com possibilidade de expansão.

E desta vez, a querida dupla italiana resolveu acertar: a Sony Ericsson está trazendo para o mercado o Jalou by Dolce&Gabbana, uma edição limitada de celular, do tamanho de um batom, todo revestido de ouro 24 quilates, com fones também caracterizados pelo ouro e pela marca. O aparelho tem o conteúdo exclusivo dos desfiles de outono/inverno de 2010 da marca e seu backstage, uma diversidade de wallpapers além das últimas tendências, notícias e fofocas diretamente do blog D&G recebidas no telefone via RSS feed. Com relação à características tecnológicas, o aparelho não apresenta muita novidade: câmera de 3.2 megapixel, GPS, FM, gravação de vídeo e auto-foto. Mas é lindo, vai?

Em tempos em que a marca é o maior patrimônio de uma empresa, o mercado luxo não perde tempo e tem feito bonito (e com muita elegância) para manter o nome sempre presente nas mais diversas frentes. Qual vai ser a próxima novidade? Assim que descobrir, conto para vocês.

Bjocas e até…

texto: lúcia thomaz

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CIVIL WAR

090827 - 090827

A Civil War (ou guerra civil, aqui no Brasil) foi uma das sagas atuais mais bacanas que li. Suas publicações ocorreram entre 2006 e 2007 nos EUA (já aqui no Brasil foi em 2007/2008), e envolveram aproximadamente 90 revistas (nos EUA). Como se trata de uma saga que ocorreu há pouco tempo, vou fazer apenas um resumo, de preferência sem muitas revelações, pois alguém pode se interessar em adquirir as revistas.

Tudo começou quando os jovens heróis pertencentes ao grupo chamado Novos Guerreiros descobrem o esconderijo de quatro super-vilões foragidos. O grupo que busca audiência para seu reality show entra em conflito com seus inimigos, porém quando Namorita entra em uma briga particular com o vilão Nitro, ele com seu poder gera uma explosão gigantesca que mata centenas de pessoas, incluindo várias crianças que estavam no colégio de Stamford localizada a poucos metros do centro da explosão.

Resultado, a opinião pública questiona quem seriam os verdadeiros culpados pelo incidente, os vilões ou os heróis? As pessoas revoltadas com o acidente de Stamford passam a temer e odiar seus protetores. Tony Stark (o Homem de Ferro) foi agredido pela mãe de uma criança que faleceu enquanto estava no colégio que explodiu, Johnny Storm (Tocha Humana) foi espancado enquanto estava em uma fila para entrar em uma boate.

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Em uma ação do governo para ajustar a situação, o Congresso Nacional Norte-Americano cria a lei de registro de super-humanos. De acordo com essa lei, cada super-humano (heróis e vilões) deve se registrar e revelar sua identidade, se quiser usar seus poderes para “salvar o dia” deve servir como uma espécie de “super-agente” a serviço do governo. Quem recusar a seguir a lei será preso.

Bem, é ai que o caos começa. Homem de ferro comovido pelas mortes e pela atitude da mãe de uma das crianças assassinadas resolve apoiar a lei e é o primeiro a revelar sua indentidade em público, logo em seguida resolve ir atrás dos outros heróis para se registrarem.

Enquanto isso no porta aviões da SHIELD, Maria Hill tenta convencer o Capitão América a seguir as ordens do governo, o Capitão como um bom defensor da liberdade recusa a oferta. Os agentes da SHIELD sem muita escolhas atacam o sentinela da liberdade em uma tentativa de prende-lo. Depois de um breve conflito o Capitão escapa. Inconformado com a situação, ele parte atrás dos vigilantes que são contra o registro.

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Pronto, dois times conflitantes estão formados. Liderado pelo Homem de Ferro a equipe que aprova a lei, tenta manter seu bom exemplo e segue fielmente o registro. O grupo clandestino liderado pelo Capitão América teme as conseqüências de ter sua identidade revelada, afinal quem poderá garantir a segurança de seus familiares após serem expostos para o mundo inteiro, incluindo uma enorme galeria de vilões.

Por falar em vilões é difícil julgar quem é “bonzinho” e quem é “malvado” na saga. A lei envolve todos os super-humanos sem exceções, ou seja, os vilões terão que se aliar aos heróis para conseguirem seguir seus respectivos lados. Entre os “antigos vilões” alguns (obviamente) optaram por seguir na clandestinidade, enquanto outros se registraram e agora que fazem “parte da lei” se tornaram os novos “heróis”. Temos heróis que são considerados vilões e vilões que agora são considerados heróis!

Não demorou muito para o conflito virar uma enorme guerra entre super-seres. Inclusive com mortes de ambos os lados e classes (herói / vilão).

090827C - 090827C

Muita coisa aconteceu nessa saga, Homem-Aranha com sua identidade revelada (e o fato dele começar seguindo um lado e depois partir para outro), o casal (Reed e Sue) do Quarteto Fantástico separados em lados opostos, conflitos entre amigos e a surpreendente morte de um dos mais importantes e famosos super-heróis do universo Marvel.

Como dito no início, o intuito da matéria era fazer um breve resumo apenas para passar a idéia da saga, até para talvez incentivar alguém a ir atrás das edições. Alias mesmo se eu quisesse detalhar a saga inteira precisa de um blog novo só para isso, hahaha.

A Panini, responsável por publicar as revistas da Marvel no Brasil, lançou um site muito bacana na época da Civil War. Quem quiser visitar para conhecer melhor esse arco de histórias é só clicar aqui.

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NOSSA CASA

090826 - 090826

Oi! A partir de hoje e todas as quartas, vou falar um pouquinho sobre meio ambiente. Quero falar da “nossa casa” respeitando o projeto de seu arquiteto e interagindo com o planeta de forma carinhosa.

Aqui na Agencia Urbana, todos dão um valor muito grande aos sentidos. Por isso, tenho dado mais importância ao que vejo, tenho ouvido com mais atenção, tenho inspirado aromas mais intensos, degustado paladares exóticos e marcantes… Enfim, tenho procurado sentir a vida em todos seus detalhes.

Sabe que isso tem feito um bem inexplicável pra mim… cada brisa, cada perfume, cada rosto que vejo ganhou maior intensidade. Tudo no mundo tem acontecido em pequenos, mas profundos detalhes e o mais engraçado é que sempre foi assim, eu é que andava distraída!

Quero dividir esse momento com você e para isso, vou usar nosso planeta como referência. Afinal, todos os nossos sentidos estão ai para serem usados dentro dessa “obra de arte”, que merece todo o nosso respeito, atenção e admiração

Pretendo citar acontecimentos e informações para tornar nossa existência mais saudável e menos agressiva ao meio ambiente. Penso que se cada um de nós fizer um pouquinho, só um pouquinho, isso se tornará possível!

Este vídeo abaixo, feito em 2006, apresentado pelo então candidato a presidência da republica dos Estados Unidos Al Gore, é exatamente o que continua a acontecer com nosso planeta.

Um convite que faço a você é começar pelo seu cantinho, separando o lixo, apagando as luzes, tomando banhos mais rápidos, se alimentando com produtos orgânicos… enfim, a cada semana deixarei algumas dicas e espero contribuir para uma convivência mais harmônica com a natureza.

Para quem quiser participar e para nossa reflexão:

Neste sábado, militantes e simpatizantes da ONG Greenpeace , chamarão a atenção pública para o perigo de morte pela degradação ambiental através de um ato simbólico, deitando-se juntos no chão, na rua ,em três cidades simultâneas : São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Os endereços para quem quiser participar são:
São Paulo – lado de fora do metrô brigadeiro,
Rio de Janeiro – lado de fora do metrô da carioca,
Salvador – enfrente ao colégio Sartre Coc da Graça.

090826A - 090826A

Precisamos saber decifrar a linguagem corporal, pois o corpo humano é porta voz de todas as dores e prazeres.

texto: ana rios

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OOPS…

tem vezes que até o planejamento desanda. e sempre que desanda, desanda em cima da hora.

claro que nada desanda sozinho. ou alguém esquece o bolo no forno, ou alguém esquece o combinado, ou alguém esquece o portão aberto, a chave na porta do carro… não tem plano nem estratégia que dê conta. a delícia é continuar dando volta em tudo, sempre qualificando e, porque não, surpreendendo!

quando dá certo, dá. muito certo…

agora, quando não rola, a gente reserva um risinho e manda um “oops…”

sucesso,
marcão

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TEMPO x DISCIPLINA

090824 - 090824

não deu tempo; a vida é o que acontece enquanto fazemos planos; cara, muita correria; estou numa loucura; já estamos no fim-de-ano…

ouço as de cima e variações das mais diversas, sine qua non, sempre que converso com… qualquer pessoa!

li um estudo (daqueles bem complexos) publicado em algum desses sites de pensadores e cientistas, dizendo que a terra teve seu eixo alterado por conta das construções, alterações, variações e abusos. por fim, as 24 horas do dia, apesar de ainda significarem o período de exposição ao sol durante a translação e blá, blá, blá… não tem mais 24 horas.

eu avisei que era complexo!

não quer dizer que o relógio tá louco. lembram aquela definição de “presente” de santo agostinho? (e olha que não é nada fácil tentar definir o presente… pense e tente!) o presente é a menor fração do tempo possivel na qual o futuro se transforma em passado.

pensa nessa fração. pensou? então… o estudo diz que o “valor” dela diminuiu. e apesar do dia continuar tendo 24 horas, elas são significativamente menores do que anos atrás.

seja como for, tempo é tudo. pequenas frações de espaço não-linear onde você obedece e planeja (ou não) o período entre seu nascimento e o game over!

cada semana que passa, recebo uma mensagem desesperada de fornecedores, clientes e colaboradores registrando: não consegui, não tive tempo, está atrasado, putz, mando na semana que vem… ou algo que o valha!

primeiro devo dizer que é um privilégio absoluto poder contar com a colaboração de tanta gente bacana. especialmente aqui no blog, gente que tem prazer de doar informação, conhecimento e, principalmente, experiências sensoriais. falando no nosso bloguinho, eu devo dizer que “nószinhos” daqui, ínfimos mortais, não temos o objetivo de parecer opressivos ao “contar” com a colaboração semanal. o que a gente quer (e muito) é fazer transbordar letrinhas e registros (principalmente as sensações) de quem vive dando um certo pouco caso para isso. não por levianidade… mas pelo simples fato das exigencia$ diária$ de certa forma des-incentivarem a produção de material criativo-pessoal e registros - como um diário onde vc possa voltar a consultar dez anos depois e, não só lembrar das texturas daqueles tempos, como também introspectivamente questionar em qual estágio o seu processo evolutivo anda!

enfim… único remédio contra a velocidade implacável do tempo? (difícil, né? mas pode apostar) DISCIPLINA.

agenda e comprometimento com ela. equilíbrio entre otimizar o tempo e fazer bem ou mal feito a tarefa reservada para aquela porçãozinha de espaço não-linear!

de qualquer forma, esse é o mal do século. o “influenza hn” de todas as doenças urbanas que estressam e, por fim, matam.

o plano desse espaço era conseguir o maior número de colaboradores possível. e ter um espaço para quem quiser expor esses registros sensoriais por assim dizer. resolvi antecipar a re-estruturação do planejamento diário do nosso amado (e vanguardista) about!

bora lá: nas segundas, este que vos entretém registra sobre whatever de novo. não, eu não vou falar de arquitetura! esse tema tá reservado pro .about! da oficina que estréia na primeira semana de setembro. e tá bom, prometo que vou manerar na fórmula 1. nas terças, respondendo a pedidos insistentes (essa é a terceira edição nesse post), jazz! na quartas, estréia ana rios, registrando um assunto que definitivamente tem muito para ser questionado e definido: meio-ambiente; nas quintas, bruno sobreira, enciclopédia viva de quadrinhos e séries, fã de eisner, miller e dono de uma camiseta do lost (não autografada) registra sobre exatamente esses assuntos. nas sextas a multi-tarefa com capacidade de processamento absolutamente superior a 32 bits (e essa sim deveria fazer um workshop sobre como sobreviver com disciplina, comprometimento, dedicação e doenças urbanas) lúcia thomaz com suas deliciosas anotações sobre moda e comportamento. falando em deliciosas, sábado continua o dia das delícias culinárias (e bebidinhas) com a camila rodrigues e, finalmente aos domingos, o dia de todo mundo.

quem tiver mandado um email “com recheio”, terá sua matéria publicada aos domingos. isso vale não só para o gustavo hamsen, daniela laffite, luciana glenda e gilberto bellegarde, como também pra todo mundo que curte nosso singelo quadradinho e tá com saudades ou morrendo de vontade de participar!

combinado?

em tempo: todo mundo deveria ter um diário, um esconderijo e o compromisso de registrar diariamente experiências e sensações nele. o esconderijo para que ninguém (mesmo) nunca pudesse vê-lo. em todo dia de escrita, vc poderia voltar algumas páginas e entender se vc está repetindo erros, se está se enganando, se seu grupo de amigos continua com comportamento adequado, se seus gostos mudaram e, se sim, para onde; ajudar a lembrar das incontáveis sensações e pessoas boas (e das nem tanto) que passam… (considere esse como um investimento pros tempos de alzheimer) e, por fim, nos seus últimos dias nesse estágio, a grande revelação: onde fica o esconderijo.

quem tiver acesso aos livros-secretos, terá acesso ao legado de uma vida inteirinha! sem contar as incontáveis e impagáveis revelações! já imaginou?

isso não é pouca coisa!

sucesso,
marcão

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CARLOS FUENTES IN THE AFTERNOON

090823 - 090823

Heloooow…

Gente, por aqui uma loucura absoluta. Falta tempo pra tudo, sempre. Cada vez tenho mais problemas com disciplina e acabo faltando com minha participacao na deliciosa, maravilhosa, absoluta e unica agencia urbana! Mandei umas mensagenzinhas pro Marcao me explicando pra ele, anexando esse textinho (super atrasado, pra variar). Nao desistam de mim, queridos!!!

Nessa coisa de muita pressa, eu tinha guardado aqui um recorde do blog da Marilia Martins. Uma deliciosa entrevista com o delicioso pessimisa Carlos Fuentes. Deliciem-se!

“O mexicano Carlos Fuentes continua um dandi aos 80 anos. Vestindo um terno impecável para passear numa tarde abafada de julho em Nova York, ele franze a testa, encara o sol a pino e mantém a pose de diplomata. Famoso pela ficção e pelo currículo de conquistador de estrelas de cinema (diz a lenda que ele teria tido romances com Jeanne Moreau e Jean Seberg, além de ter sido casado com a atriz Rita Macedo), ele circula pela Madison Avenue com a desenvoltura de viajante que conhece os trejeitos locais, em companhia da mulher, a jornalista Silvia Lemus. E escolhe um bar de hotel para falar do romance que está lançando no Brasil, “A vontade e a fortuna”, bebericando Bloody Mary. Trata-se da disputa entre dois irmãos, inspirados em Caim e Abel, pelo amor do pai, líder de um país imaginário, onde o crime anda à solta. O que mais lembra o México no romance, porém, não é o enredo, e sim um detalhe de humor macabro: a narrativa é feita pela cabeça cortada do protagonista, Josue Nadal, que rememora sua vida, enquanto vagueia ao sabor das ondas do Oceano Pacífico. Nesta entrevista, Fuentes discorre sobre literatura e política, fala do México de hoje, de suas memórias de infância no Rio e das mudanças que o impressionam na América Latina.

Vamos começar pelo romance: de onde veio a inspiração para recontar a história de Caim e Abel?

CARLOS FUENTES: Eu sou daqueles, como Oscar Wilde, que acredita que literatura se faz com 10% de inspiração e 90% de transpiração. Sei que muitos escritores que ficam em bares esperando que a muse chegue e ela não chega nunca. Eu escrevo todos os dias, muito disciplinadamente. E a disciplina tem algo de surpresa: planejo o que escrever no dia seguinte e quando me levanto faço tudo diferente… Dormi, sonhei, conversei com alguém… e tudo mudou.

Mas de onde vêm os 10% de inspiração? Do México de hoje…?

FUENTES: Não escrevo sobre o Mexico, escrevo sobre seres humanos… Mas você tem razão quando diz que o Mexico de hoje é um país muito dividido: há mexicanos vivendo no século XVI, outros no século XXII, e no meio há uma infinidade de gentes em tempos diferentes… É um país em que o nacionalismo extremado serve para ocultar a profunda divisão de classes sociais. É um país mestiço, socialmente dividido, com uma história riquíssima e uma herança política nefasta…

Por “herança nefasta”, o senhor se refere ao PRI, o Partido Revolucionario Institucional?

FUENTES: Sim. O Mexico passou anos e anos sob a ditadura do PRI e quando afinal reconquistamos a democracia, descobrimos que a corrupção não era patrimônio do PRI e que estava espalhada por todos os partidos… E o que é pior: o PRI venceu as eleições! Por que? Porque os mexicanos ainda acreditam que mais vale o mal conhecido do que o mal por conhecer…!

A literatura tem influência política? Um romance pode conscientizar seus leitores?

FUENTES: A literatura tem influência relativa. Philip Roth dizia que uma ditadura aprisiona seus opositores em campos de concentração e uma democracia os prende a uma tela de TV. A imaginação pode ser um convite à passividade e à alienação. Vem daí a responsabilidade do escritor, de fazer uso da imaginação e da linguagem de forma a não alienar, de forma a discorrer sobre sua visao política. A literatura tem exigências enormes de tempo, de concentração… Se um romance pode conscientizar seus leitores? Depende do escritor. Não acho que Balzac tenha conscientizado seus leitores sobre a necessidade de uma revolução burguesa na França, mas acho que Soljenitsin alertou seus leitores sobre os horrores do estalinismo. Em tempos de ditadura, a literature ganha outra leitura, que tem a ver com o momento politico, e isto pode ser ruim. A literatura latinoamericana sofre de uma praga, a “literatura platanera”, a literatura de fundo populista…

Como o senhor vê sua própria evolução como escritor? Sua obra caminhou na direção de uma prosa mais corrosiva politicamente?

FUENTES: Mudei muito como escritor porque comecei a escrever muito jovem…. Eu me lembro como ficava assustado diante da página branca. Hoje, estou mais sereno, escrevo de forma bem mais disciplinada. E me dei conta de que como escritor tenho duas preocupações: escrever uma “comédia humana”, ainda que de forma diferente da de Balzac e sobre a influencia dele, e ao mesmo tempo escrever “relatos fantásticos”, capazes de fazer rir, de fazer um comentário social à margem das convenções…

Dizem que seu próximo romance é sobre narcotráfico… É verdade?

FUENTES: Sim. Acabo de escrever uma história que envolve narcotraficantes e soldados do Exército, que se chama “Adão no Éden”, e sai em novembro no Mexico. Vou lançar também um livro de contos, que não são nada realistas…

Sua literatura sempre oscilou entre histórias realistas e histórias fantásticas… Por que o senhor não se deixou encantar pelo realismo fantástico, pela mistura dos dois gêneros?

FUENTES: Porque acho que o realismo fantástico teve dois mestres: Garcia Marquez e Alejo Carpentier. Depois deles, não há mais como escrever no gênero que eles levaram ao extremo e esgotaram. As novas gerações de escritores não mais se deixam seduzir pelo realismo fantástico e isto é bom. Hoje, temos na America Latina uma literatura muito mais diversificada do que a que havia quando comecei. Isto sem contar a quantidade impressionante de escritores bons. Acho que o mundo mudou e a melhor literatura se escreve hoje for a dos antigos centros, é a produção literária das antigas colônias, é a literartura de lingua inglesa escrita por Nadine Gordimer e J.M Coetzee, por exemplo…

Seu romance sobre narcotráfico trata de um problema muito sério no Mexico de hoje… Qual a solução?

FUENTES: Descriminalizar a droga! Al Capone acabou quando caiu a lei seca. Não havia mais necessidade de traficar bebida alcoolica… O mesmo vai acontecer com a maconha e a cocaina: precisamos descriminalizar o usuário e acabar com os traficantes fazendo com que o comercio de drogas seja legal e devidamente fiscalizado legalmente. Isto resolveria o problema social. O assunto já está sendo discutido pelos presidentes da Colombia, do Mexico… Mas vai ser preciso convencer Obama a abraçar esta causa nos EUA, caso contrario o problema continua, uma vez que o tráfico de armas e o consumo de drogas estão do lado americano da fronteira…

E seu romance imagina um mundo em que a droga é legalizada?

FUENTES: Não. Meu romance “Adão no Eden” fala da radicalização da violência, do que acontece quando um batalhão de extremistas é chamado para tentar “resolver de vez” o problema da droga, usando uma violência brutal…. Esta foi para mim uma possibilidade literária… Na realidade, acredito que há outras soluções a serem tentadas…

O senhor é otimista sobre o futuro mexicano?

FUENTES: Sou pessimista no sentido de Oscar Wilde, que dizia que o pessimismo é um otimismo bem informado… Bem, tenho que confessar que sou mais otimista com os EUA de hoje, depois da eleição de Barack Obama… Eu sou do tempo em que muitos bares e restaurantes do interior dos EUA punham na porta uma placa que dizia “Aqui não entram cachorros e mexicanos”… Não faz tanto tempo assim. Eu vi placas assim quando viajei com meu pai pelos EUA, no período em que ele era diplomata em Washington… Nunca imaginei que Obama fosse vencer a eleição…!

E quanto à literatura mexicana hoje?

FUENTES: Há muitos bons escritores mexicanos nas novas gerações! Há um grupo excelente, que se chama “El crack”, que reúne nomes como Jorge Volpi, Ignacio Padilla, Eloy Urroz, uma escritora excepcional que se chama Cristina Rivera Garza… Mas há também uma novíssima geração, posterior ao grupo do Crack, com escritores de 30 anos, como Alvaro Enrique, um autor excelente… Mexico tem hoje uma nova geração de autores que é muito variada em estilo e linguagem, e produz uma literatura excepcional, com muitos temas e tendências…

E quanto à presença da literatura brasileira no Mexico? É hoje mais forte do que no passado?

FUENTES: Não, infelizmente. O Brasil tem um escritor do porte de Machado de Assis, que foi, no século XIX, um nome da estatura de um Cervantes e de um Sterne em séculos anteriores… Mas hoje existe a barreira da lingua, que impede que os leitores de literatura hispânica tenham familiaridade com autores brasileiros: Existe hoje um intercâmbio intenso entre escritores dos países de lingua espanhola e não existe o mesmo com os brasileiros, que ficam isolados no continente latinoamericano… Por que os brasileiros não são incentivados a aprender espanhol no curso primario, junto com o português? Isto permitiria que o país se integrasse melhor no continente.

O senhor iria participar da Flip, o que acabou não acontecendo… O senhor pretende visitar o Brasil em breve?

FUENTES: Sim, pretendo ir ao Rio em Fevereiro. Adoro o Rio de Janeiro. Minha familia morou no Rio quando eu tinha 2 anos de idade e tenho lembranças muito lindas da praia de Coapacabana… Lembro de um tempo em que meu pai voava de hidroavião e descia nas águas da Baía de Guanabara, perto do aeroporto… São Paulo não me interessa, mas o Rio é para mim uma das minhas imagens de felicidade… Quando penso no Brasil, penso no Rio, na gente do Rio, na cultura carioca… Não sei o que os cariocas vão pensar de meu romance, Gostaria que eles se identificassem e que rissem junto com os personagens… Acho que Mexico e Brasil têm muita coisa em comum e o humor é uma delas.”

Seeya! And keep on lovin’ me!

texto: daniela laffite

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RUM

090822 - 090822

O post de hoje, não é sobre comidinhas e sim sobre uma bebida: o rum.

Logo após as curiosidades da bebida, algumas receitinhas de drinks deliciosos preparados com ela.

O rum é uma bebida obtida através da destilação feita após a fermentação da cana-de-açúcar, xarope de cana ou melaço, e figura entre os prediletos dos charuteiros para fumar, ao lado de bebidas como o café, whiskey, xerez, cognac, champanhe e vinho. Quando o rum é produzido à base de sumo de cana, considera-se que o processo de fermentação é agrícola. Sempre que é usado xarope de açúcar ou melaço, entretanto, o processo é considerado industrial. A graduação alcoólica do rum varia de 40 a 55 graus. No processo, as folhas da cana são excluídas e a cana é esmagada. O líquido obtido após a filtragem é chamado de congeners ou de vesou. O rum, diferente da vodca, por exemplo, não é uma bebida completamente neutra: conta com aroma e sabor característicos, ainda que alguns tipos, como os runs brancos Dry ou Light, normalmente sejam um pouco mais neutros.

A destilação do rum teve início há mais de 3 mil anos na Ásia, antes de chegar à África e às ilhas do mar do Caribe. No início do século 16, no entanto, surgiu o primeiro rum destilado a partir da cana-de-açúcar. Alguns especialistas defendem que a denominação rum deriva de Rumbullion ou Rumbustion, expressões usadas pelos ingleses para descrever os excessos provocados pela bebida. Outros afirmam que a palavra tem origem na expressão latina saccharum, que significa açúcar. No século 17, o rum já era muito conhecido, sendo considerado uma bebida medicinal capaz de curar todas as doenças e expulsar os “demônios” do corpo.

Em 1775, o rum já era a bebida mais vendida na América. O consumo anual per capita chegou a aproximadamente 18 litros.

Os tipos:

• Rum ligeiramente encorpado: é seco e leve em aroma. Apresenta-se incolor na versão White Label e dourado escuro na Gold Label. Esse último é mais pesado e doce. É produzido principalmente em países como Venezuela, Cuba, México e Porto Rico.
• Rum mais encorpado: é o rum escuro. Tem buquê ocre, corpo e aroma marcantes. É originário de países como Jamaica, Martinica, Trinidad e Barbados.
• Rum altamente aromático: Na produção desse rum, juntam-se bagos de arroz vermelho ao melaço. É feito na Indonésia (área de Java) e enviado para a Holanda e Suécia, onde é engarrafado e utilizado na fabricação do ponche sueco.
• Rum naval ou navy rum: a navy rum faz parte dos runs mais encorpados. E produzido na Guiana e Trinidad e misturado na Ilha de L’Ortola (ilhas virgens britânicas).
• Rum cubano: rum de tipo leve, que pode ser de cor dourada ou branca (carta oro ou carta blanca).
• Rum da Jamaica: é o mais forte e o mais encorpado de todos os runs. Geralmente o rum da Jamaica é exportado para a Inglaterra, onde é misturado e envelhecido em tonéis de carvalho por diversos anos.
• Rum da Martinica: é típico do Caribe de língua francesa, encorpado, feito de suco de cana no lugar do melaço.
• Rum de Barbados: de boa qualidade, leve e de sabor acentuado, pode ser envelhecido por anos.
• Rum de Porto Rico: leve, de boa qualidade. A marca mais famosa é a Bacardi.
• Rum do Haiti: leve, de ótima qualidade, em que também se utiliza suco de cana no lugar do melaço.

Algumas curiosidades:

• Para obter uma menor graduação alcoólica, os produtores adicionam água ao rum destilado.
• O rum feito a partir de melaço é conhecido como rum industrial pelo simples fato de a grande maioria dos runs ser obtida pelo melaço.
• O melaço obtém-se da seguinte forma: a cana-de-açúcar é cortada em pedaços e esmagada por grandes rolos que lhe retiram o sumo. Os resíduos são esmagados uma segunda vez. O sumo obtido é aquecido até chegar ao ponto de quase fervura e depois é esfriado. Esse líquido, muito escuro, é tratado, sendo-lhe adicionado suco de lima e é novamente aquecido. Depois de frio, o cristal formado pelo açúcar separa-se do restante de melaço que será utilizado na fabricação do rum.
• O rum Bacardi era produzido em Cuba até Fidel Castro subir ao poder, em 1959. A partir dessa data, a bebida passou a ser produzida em Porto Rico, sob a designação de Ronrico.
• Há cerca de 300 anos, os oficiais da armada britânica distribuíam diariamente uma dose de rum à tripulação. Dessa forma, suportam melhor as condições de vida a bordo.
• George Washington, em sua campanha eleitoral, distribuía esse destilado para todos os que o ouviam.
• Há várias histórias e lendas sobre o rum que envolvem os piratas do século 19. Há quem afirme que o destilado era dado a eles como um presente para acalmar os ânimos e evitar motins, muito comuns na época. Outros, ao contrário, acreditam que por ser uma bebida áspera (hoje em dia não é mais), queimava a garganta e estimulava o combate.

Começaremos pelo drink mais conhecido (e que eu adoro!):

Cuba Libre

*Ingredientes

- uma dose de rum claro;
- suco de meio limão;
- cubos de gelo;
- coca-cola;
- fatia de limão.

**Modo de preparo

Coloque o rum e o limão em um copo long drink com gelo e mexa bem. Complete com Coca-Cola. Decore com a fatia de limão e sirva com um canudo.

Piña Colada

*Ingredientes

- duas partes de leite de coco
- três partes de rum branco
- cinco partes de suco de abacaxi

**Modo de preparo

Misture tudo no liqüidificador e sirva em um copo long drink. Decore com abacaxi, laranja e cereja.

Daiquiri tradicional

*Ingredientes

- cincoenta e quatro ml de rum claro
- vinte e sete ml de suco de limão (aproximadamente 1/2 limão)
- uma colher de bar de açúcar

**Modo de preparo

Bata tudo na coqueteleira e sirva num copo short drink. Decore com gotas de grenadine (xarope de romã) ou groselha. Não decore a beirada do copo com açúcar.

Mojica

*Ingredientes

- seis folhas de hortelã
- uma colher de bar de açúcar
- suco de 1/2 limão
- uma dose de rum claro

**Modo de preparo

Esfregue as folhas de hortelã na parte interna de um copo long drink. Deixe as folhas no fundo do copo. Coloque o açúcar e o suco de limão e amasse levemente. Acrecente gelo, coloque a dose de rum e complete com club soda. Misture os ingredientes. Decore com ramo de hortelã e canudo.

*Dica:

Esses drinks são ideais para oferecer aos amigos em reuniões descontraídas. Para acompanhar, um mix de amendoins, uvas passas pretas e amarelas e castanhas do para e castanhas de caju.

Ah, aprecie sempre com moderação!

Até a próxima mistura.

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