Arquivo da categoria ‘02. arquitetura’
O BEM E O MAL DA ARQUITETURA SANTISTA

Um bom exemplo de arquitetura de nossa cidade, dentre outros, destaca-se o ainda resistente edifício do Centro Cultural Patrícia Galvão, inaugurado em 1979, projetado pelo arquiteto Oswaldo Correa Gonçalves, em conjunto com Abrahão Sanovics, Julio Katinsky, Aldo Calvo (cenótecnica), e o arquiteto polonês Ivo Sresnewsky (acústica). È um conjunto arquitetônico de contemporaneidade estilística e funcionalidade prática, destacando a arquitetura moderna para edifícios públicos, utilização de formas simples, geométricas, e desprovida de ornamentação, valoriza-se o emprego dos materiais em sua essência como o concreto aparente, em detrimento do reboco e da pintura, sendo a forma aliada a função, e com inovação tecnológica. Foi idealizado para servir como equipamento multifuncional para abrigar e estimular diversas atividades culturais da cidade, através de muita pesquisa foi definido seu projeto e execução, e aliou o partido arquitetônico com a concepção de arte moderna.
Sobre maus exemplos de arquitetura faltam-me palavras para descrever tamanha barbárie arquitetônica e urbanística praticada em nossa cidade. Dentre tantas aberrações estilísticas e funcionais podemos destacar os novos empreendimentos imobiliários, pois a palavra “novos” sempre foi o convite para a especulação imobiliária mascarada na contemporaneidade falsamente proposta, assim o “novo” toma o lugar do “velho”, como por exemplo podemos destacar as novas edificações no local da anterior, outrora, majestosa sede do Clube XV de Santos, com sua arquitetura modernista, a qual foi sobrepujada por edifícios que nos dão a impressão que vieram prontos e foram acochambrados ao nobre terreno. O único parâmetro é o esgotamento da ocupação do solo em troca de lucro financeiro, dessa forma nascem as famosas sobrepostas, casas geminadas verticalmente e horizontalmente, ou seja, no lugar de uma agora são quatro, ou as novas torres de apartamentos adornadas por polvos ou outros “bichos”, onde os próprios idealizadores não morariam. Com isso cada dia mais a cidade está saturada de monumentos a feiúra e a falta de função. Empilhando pessoas e moradias sem ventilação, insolação, ou espaço adequado ao ideal de habitar, mas mesmo assim satisfeitos, pois o que importa é a varanda gourmet, e a vaga privativa para um carro que mal anda nas vias estreitas, congestionadas, pela falta de planejamento da inserção dos mesmos empreendimentos. “…Estudar pormenorizadamente a vida na cidade e no campo é procurar melhorar todos os seus aspectos, é fazer urbanismo e do melhor. Falando em urbanismo falamos em plano e planejamento. …” Oswaldo Correa Gonçalves. Jornal Estado de São Paulo. 1945.
1 comentário »texto por: Jaime Calixto
Arquiteto e Urbanista, pela FAU\Santos, MRRP, pela Universidade de Alcalá de Henares/Madrid, e Curador do Patrimônio Material da Comissão Diocesana de Arte Sacra da Diocese de Santos.
LOUIS KAHN E O SENTIDO DE LUGAR

quando a gente fica bem pertinho do caos, frente à incompreensões de soluções e pautas cafonas minutos antes de sentarmos na frente do papel branco, resta tentar voltar aos conceitos para entender melhor o que estamos fazendo.
é tanta volta que, por muitas vezes é um alívio voltar a descrições básicas, que costumam explicar sensorial e didáticamente o que cada cena significa, por assim dizer.
faz bem pouco tempo, rolou uma dessas. pensei: “afinal, o que é lugar?”
recorri a um texto me enviado pelo lança e, definitivamente me pareceu pra lá de contemporâneo. isso sem contar o caráter elucidativo. vale muito a pena, não só pra criaturada arquiteta, mas para os viventes em geral entenderem [ou pensarem um pouquinho mais] no que significa “lugar”:
“a concepção de louis kahn sobre o homem guarda estreita relação com a idéia de “lugar”, que para ele tem um sentido muito particular. o termo “lugar”, de uso corrente, significa presença.
referida ao ser humano implica o desejo de ser, de possuir e até de conquistar. a praça pode ser um lugar de isolamento ou de encontro, mas, é sempre um ponto de contato, visual ou tátil, com o natural ou construído e com o entorno. para Kahn a idéia de “lugar” não é um fato físico representável por uma imagem. resulta de um programa que satisfaz as necessidades humanas em um local determinado. da união entre a idéia e a figuração, entre as necessidades e a topografia, resulta o espaço cujos contornos não são definidos de improviso, mas onde a organização se define pela criteriosa justaposição dos elementos constituintes.
a arquitetura talvez não exista antes do momento em que um telhado seja posicionado sobre quatro estacas. a arquitetura começa quando o homem decide onde localizar sua obra. portanto, o conceito de lugar nasce da combinação das necessidades humanas com um sítio. e os lugares criados por kahn são verdadeiramente destinados à vida de pessoas. o instituto salk, a biblioteca de exeter e o museu de forth worth, são lugares de um inegável caráter social, cujos espaços atendem perfeitamente às condições humanas. seus edifícios no geral foram concebidos como uma unidade fechada, com fechamentos compactos que impedem perceber a extraordinária modulação de suas estruturas internas. as formas criadas por louis kahn acentuam a intimidade dos espaços internos, aumentando o sentido de bem-estar do homem. atinge, assim, uma linguagem muito particular e expressiva.
para kahn o “lugar” é o sítio aonde o homem realiza suas atividades e aonde se manifesta a essência humana. todos os seus edifícios exprimem uma transição entre a parte externa e interna, a passagem da zona pública para a zona semi-pública e para a zona privada. existe uma graduação sutil que vai do ruído ao silêncio, da luz para a penumbra, do tumulto para a tranqüilidade. mas, antes de decidir pela solução formal de uma planta ou de uma cobertura, sua arquitetura demonstra a preocupação constante em criar lugares que suscitem o sentimento de uma vida conforme.”
GIURGOLA, Romaldo. Louis I. Kahn. Barcelona: Gustavo Gili, 1982, p. 53.
instituto salk, biblioteca de exeter e o museu de forth worth.
sucesso,
marcão
CLÍNICA VISÃO LASER - SANTOS, SP
como garantir que o nosso projeto é claramente compreendido?
pode até parecer, mas definitivamente não é tão simples quanto parece. os tais desenhos técnicos, que fatiam os volumes em planta, cortes e elevações sacramentaram as duas dimensões como protocolo de apresentação de grande parte dos escritórios de arquitetura.
e porque as perspectivas não são utilizadas para sepultar esse problema?
dá até para entender - aham… algo como… uma soma de motivos:
1. como os profissionais são muito independentes nas suas escolhas e protocolos de trabalho, a classe se posiciona completamente desorganizada enquanto valores e protocolo de trabalho. daí que grande parte dos clientes especulam, desistem ou até dão calote. as perspectivas não são para qualquer um. precisa ter o dom do traço e um treino constante para não atrofiar… e cores, para entender o contexto final. somando as duas colocações, o que pode-se concluir? muito tempo investido para especulação, desistiencia e até calote.
2. grande parte dos clientes entendem ou se sentem motivados a interpretar as “plantas”, a velha e boa “vista do espaço sem o teto”. por fim, não exigem perpectivas ou simulações considerando a terceira dimensão.
3. inúmeros softwares facilitam sobremaneira o processo de contrução da planta… e por aí vai.
grande parte dos arquitetos (esse que registra as letrinhas incluído) apresenta o resultado de seus croquis tal como letra de médico, sabe como é? só que no caso dos médicos, os colaboradores das farmácias e serviços são, por assim dizer, treinados para interpretar os garranchos obscuros do receituário.
no caso dos garranchos das folhas de rascunho dos arquitetos, sobreposições de idéias, volumes, flechas, negativas com “xis” e telefones de fornecedores, quase por certo são interpretados com muita dificuldade por nossos interlocutores.
um projeto é a documentação de uma série de idéias de organização espacial de volumes. essa documentação sim deve ter no desenho técnico seus fins de entendimento global e resgistro de intenções. já a idéia deve ser sempre apresentada tridimensionalmente e com o máximo de riqueza de detalhes possível.
basta imaginar que na idéia se somam ao resultado final dos volumes construídos as cores e texturas dos elementos que caracterizarão ambiência e, daí, a função de cada departamento ou área.
é muito, até para as velhas e boas perspectivas tamanho A1 coloridas com aquarela de caran-d’arche - espetaculares obras de arte, mas, num olhar mais crítico, apesar de plenas em romantismo e pureza, limitadas quando da verdadeira exposição sensorial da ambiência imaginada na volumetria organizada.
em todos os escritórios por onde passei, sempre instituí protocolos de apresentação [desde meus tempos de estágio] com maquetes. “bonecos” para comunicação e uma verdadeira misturada de materiais diversos [papel cartão, cartolina, madeira, esponja, guache, plástico, e isopor] para os volumes de arquitetura. dava até [no caso da arquitetura] para colar pedaços do tecido com a padronagem indicada para simular com mais qualidade os espaços.
ainda assim eu me incomodava com a escala. olhar “tudo menor”, para mim, poderia abrir precedente para desvios sensoriais na interpretação da ambiência desejada. como solucionar?
muitas maquetes se passaram e…. fotografia!
ao se fotografar a maquete, a sensação da escala podia ser manipilada e a silulação do real ficava mais precisa. daí, apresentávamos os conceitos em grandes painéis onde plotávamos as fotografias e as explicações necessárias. muito mais dinâmica, mérito estético e a certeza da “transparência” por assim dizer, quando o cliente apontava “aprovado”.
contei essa historinha toda para apresentar essa publicação: a maquete da clínica visão laser. já faz muito tempo que não construo maquetes de papel, madeira ou coisas malucas. elas são inteiramente desenvolvidas no computador, o que econimoza espaço físico e, é claro, tempo. teve uma épova na agência urbana onde queridos colegas nos procuravam para executar as maquetes eletrônicas. naquela época, usavamos o 3d studio [que mais tarde evoluiu para 3ds max] e o dani [daniel sanches] estudava febrilmente as infindáveis ferramentas construtivas.
hoje o dani é um “monstro” por assim dizer em maquetes eletrônicas. o grau de precisão com a realidade chega a tal grandeza que “confunde” o interlocutor. quem simula a realidade na agência urbana hoje é a mari. dedicada, procura soluções intermináveis para otimizar todo o processo: rapidez na conclusão do volume vetorial e precisão simulada.
concluindo: o resultado implantado do seu projeto aprovado só entusiasma pela certeza da qualidade de ocupação [física e sensorial] durante a rotina que se apresentará.
agora: surpresas? nenhuma. é a realização do simulado na maquete.
sucesso,
marcão
O DIA DO ARQUITETO

a mari e o bruno decidiram que eu ia escrever nessa sexta 11, comemoração do dia do arquiteto.
parece clichê falar do niemeyer, né? alguma coisa como falar do senna na f1. sei lá, no mínimo repetitivo! agora: tem como não falar? oscar tem a ver com exageros, desafios, invenções, insistências, depressões, mas, acima de tudo, com paixão.
o que falar de oscar? citar longevidade? discutir arquitetura? discutir o arquiteto?
que diabos significa ser um arquiteto?
oscar é putanheiro, sacana visceral. um apaixonado irreparável pelas mulheres. tem posição. não se envergonha, não esconde e apresenta com clareza e raciocínio seu entendimento e sugestão politica.
“um dia os amigos do jornal pasquim me perguntaram:
-oscar, e a vida?
-a vida, respondi, mulher do lado e seja o que deus quiser.
uma frase egoísta, se lembrarmos que existe miséria, violência, injustiça, tudo de ruim que o regime capitalista provoca por toda a parte.”
oscar, como todo pensador, está sempre cansado. e, apesar de odiar isso, entende que a mediocridade é senhora! intelectual, é ávido por leitura. tanto que sua publicação “o ser e a vida” sobre o incentivo à leitura nas escolas, rendeu uma cartinha de seu fiel amigo fidel castro:
“havana, 10 de outubro de 2007 - ano 49 da revolução
querido niemeyer,
tuas palavras em o ser e a vida lembram-me marti, quando escreveu el ismaelillo para crianças e adolescentes. tens meu pleno apoio em tua árdua batalha para estimular o hábito de ler. dizes que, sem a leitura, o jovem sai da escola sem conhecer a vida.
ler é uma couraça contra todo o tipo de manipulação. mobiliza as consciências, nosso principal instrumento de luta diante do poder devastador das armas modernas que o império possui; desenvolve a mente e fortalece a inteligência, do mesmo modo que caminhar fortalece os músculosdas pernas; estimula o sentido crítico e é um antídoto contra os instintos egoístas do ser humano.
nossa luta contra o anafalbetismo foi apenas o ponto de partida para que não se perdesse nenhum talento e para que não existissem seres humanos excluídos da possibilidade de conquistar por si mesmos a mais plena liberdade. jamais dissemos ao povo cubano “creia” e sim “leia”.
sem cultura não há liberdade nem salvação possível. como te escrevi antes, só uma consciência maior nos manterá firmes em nossa vontade de lutar pelas idéias mais justas e pela sobrevivência da espécie humana.
muitas felicitações por teu aniversário. que muitas pessoas, como tu, vivam e desfrutem mais de 100 anos.
teu amigo,
fidel castro ruz”
oscar é artista. enquanto pleno em capacidade criativa e de soluções. oscar escreve, pinta, desenha e praticou muito tempo de jiu-jitsu com o velho gracie. oscar descreveu inúmeras vezes sua avidez pelo desenvolvimento do sentir.
perguntado sobre o processo de inspiração e as atividades durante o andamento de um projeto:
“tomo conhecimento do programa, do lugar, do orçamento. aí deixo a idéia ir buscar a invenção. então, de desenho em desenho… o fantástico é simples. quando desenhei o bastante para configurar o projeto, ponho-me a escrevê-lo; se encontro qualquer dificuldade em deixar claro o que inventei, algo está falho no projeto, e eu volto ao desenho.”
“estou longe de tudo, de tudo o que eu gosto, da terra tão linda que me viu nascer.
um dia eu me queimo, meto o pé na estrada, é aí no brasil que eu quero viver;
cada um no seu canto, cada um sob um teto a brincar com os amigos, vendo o tempo correr.
quero olhar as estrelas, quero sentir a vida, é aí no brasil que eu quero viver.
estou puto da vida (essa gripe não passa!) de ouvir tanta besteira, não me posso conter.
um dia eu me queimo e largo tudo isto, isto aqui não me serve, não me serve de nada, a decisão está tomada, ninguém vai me deter.
que se dane o trabalho e este mundo de merda, é aí no brasil que eu quero viver!”
oscar organiza volumes. inventa os tais volumes e os organiza num espaço - ao mesmo tempo reluzente e único, ao mesmo tempo integrado e fluido com tudo lindeiro.
conforme eduardo galeano:
“unir o que foi partido, integrar o dividido, encontrar, se encontrar:
a obra e a vida de oscar niemeyer desafiam o divórcio entre a vontade de justiça e a vontade de beleza.
a escola vai confirmar que elas, a justiça e a beleza, nasceram de costas grudadas e assim querem e merecem viver.”
oscar é inspiração, legado, diversão e mau-humor. oscar parece verdade. às vezes, parece hipócrita, às vezes absurdo. quase sempre genial. por isso parece verdade. a coragem de assumir a inconstância inerente ao comportamento do ser humano em resposta ao rotineiro laboratório de exercícios comportamentais.
oscar é arquiteto.
você é arquiteto?
parabéns.
sucesso,
marcão
FACEBOOK´S OFFICE - CALIFORNIA
sabem o facebook? então. o facebook recentemente mudou os seus escritórios de várias localidades menores espalhadas por palo alto, califórnia, para uma central de 150.000 metros quadrados de construção, utilizada para abrigar a agilent technologies. o espaço foi projetado pelo estúdio o+a [http://www.o-plus-a.com/] que garantiu um “tempo a mais” para entrevistar funcionários e diretores objetivando entender e traduzir em espaços o que eles imaginavam, bem como a sua experiência de trabalho em “mais prazeirosa” e mais produtiva.

sempre utilizamos do mesmo conceito e metodologia aqui na agência urbana. tantas vezes nos sentimos imensamente frustrados por entender, literalmente, que dentre os “desejos”, impera uma certa ansiedade por “pouco trabalho (?)” e “pouco investimento (?)”. fato que, passado o tempo, parte dos empreendimentos cujos coordenadores se utilizavam de tais “metas comerciais” fechavam, mudavam de atividade ou apenas colecionavam reclamações [sempre contundentes], sobre o mercado e hábitos do público em geral.
por sorte temos observado que esse comportamento tem mudado. passos-de-formiga, mas, contrariando lulu santos, com vontade!
e, por mantermos nosso conceito, provamos que o perfil que não economiza em interesse, não só conquista tradição como também prospera em proporções importantes!

como aqui na agência urbana (guardadas as evidentes proporções, rs) no novo escritório da facebook, todos colaboraram durante todo o processo para garantir o melhor produto possível. devido às diferentes necessidades departamentais, algo como “pequenos bairros” foram definidos no interior do edifício, dando a cada atividade sua devida vibração sensorial.
mais requinte? pois bem: a empresa manteve o compromisso de fornecer refeições gourmet gratuitamente, bem como lanches e bebidas em micro-cozinhas localizadas em todo o edifício. a fim de manter o espaço sempre ágil e dinâmico, os funcionários são encorajados a escrever nas paredes, adicionar obras de arte, mobiliário e mover-se como bem entenderem.

parece que tem uma “fórmula mágica” para todo esse bem estar. mais que isso: alguma prova documentada que justifique investimentos do porte da google e das novas empresas alemãs que tem se instalado em sampa, exigindo os selos de sustentabilidade e uma visita de algum auditor do “great places to work”.
quer saber? claro que tem!
para a segunda afirmação, veja o timming, a dinâmica e a posição na nasdaq das empresas citadas.
agora: fórmula mágica para arquitetura e interiores? que resulta em bem estar? tem algo perto disso sim (e a gente não cansa de repetir)!
reparem: muita luz natural, espaço para circulação, individualidade, organização, mobília que garanta ergonometria, cores, vegetação, playstation, bicicleta, tabelas de basquete, carrinhos de rádio controle, briquedos em geral e, sempre, muito interesse.

quando a gente recebe aquela turma que “não mexe em time que está ganhando” ou ainda é absolutamente obcecada pelo tal “bom, bonito e barato”, sentimos de perto que cada vez mais se depara com desinteresse. pode apostar: a massa desinteressada tende a mediocridade.
se pensar nisso dá medo, imagina a possibilidade dessa afirmativa se provar verdadeira?
agora fala: parece bom trabalhar pro facebook, né?
sucesso,
marcão
AMBIENTE DE DESCOMPRESSÃO

Criado para transmitir tranqüilidade, paz, descanso, sensação de relaxamento e aconchego, a Sala de descompressão é o ambiente desenvolvido para ajudar a combater o alto nível de estresse dos funcionários, dentro da própria empresa.
Aqui na Agëncia Urbana, trabalhamos em um “Ambiente de Descompressão”, confesso que no inicio estranhei tanta descontração, mas com o tempo entendi que a criatividade e produção ganham muito, porque acordo com saudades das criaturas, e nada é mais gostoso do que passar o dia ao lado de pessoas queridas em um ambiente tranqüilo e cheio de idéias, além de cervejinhas e chocolates.

A sala de descompressão torna o ambiente de trabalho mais agradável, ajuda na interação dos funcionários e possibilita maior bem-estar físico e mental.
Os espaços ajardinados no interior das empresas deixam de ser meramente decorativos, quando criamos praças de convivência que propiciam contato com a natureza e que funcionam como um eficiente antídoto contra o estresse desenvolvido pelos seres humanos em seu dia-a-dia.
A instalação da sala de descompressão mostra-se extremamente positiva e são inúmeros os benefícios, como:
-Melhora a capacidade de concentração e produtividade durante as atividades,
-Momento de reequilíbrio
-Integração entre os funcionários
-Satisfação dos funcionários para com a empresa.

Para criar uma sala de descompressão, você pode utilizar de algumas sugestões, como:
- Cromoterapia;
- Aroma terapia;
- Poltronas, pufes, almofadas, sofás extremamente confortáveis;
- Interatividades: vídeo game, jogos, - Aparelho de som;
- Máquinas de bebidas expressas;
- Revistas, jornais
- Instrumentos musicais, entre outros.
Enfim, lembrar que não somos máquinas de produção, que o ser humano precisa de atenção, e o contato com a natureza aumenta nossa capacidade de concentração.
Com isto, ganhamos nós e nossas empresas!
texto: ana rios
5 comentários »TELHADOS VERDES

Olhando pela janela aqui da agencia, além de todo o resto, avistamos a marquise do prédio e sempre comentamos como seria mais agradável um jardim ao invés de bitucas de cigarro.
Sabemos que o índice de área verde ideal para cada ser humano é de 12m²/habitante e que são inumeras as vantagens da “naturação“ que é a criação dos chamados “telhados verdes” em espaços urbanos.
Um procedimento amplamente usado em países escandinavos, os “telhados verdes” têm uma longa história também na Alemanha. E vão, aos poucos, conquistando adeptos na América Latina. O México, por exemplo, é um país onde a implantação de jardins nos telhados das edificações das grandes cidades desperta enorme interesse e aceitação. Além do México, os telhados verdes começam a surgir também na Bolívia e em Cuba.

Criação de corredores verdes
As vantagens dos “telhados verdes” para o espaço urbano são diversas: sanar não só problemas como as ilhas de calor, mas também de poluição atmosférica, redução do calor transmitido para o interior das edificações, reduzindo o uso do ar condicionado. Trata de transformar em biótopos os edifícios e espaços urbanos, a fim de que, unidos através de corredores verdes, facilitem a circulação atmosférica e melhorem o microclima da cidade.
Custos e cuidados
Um dos problemas vistos pela população em geral em relação aos “telhados naturados” são os cuidados exigidos para que eles se mantenham em funcionamento. Tais jardins são possíveis, mas requerem muito trabalho para serem criados e cuidados.

Simulação de telhados verdes de Nova York, feita pela ONG Earth Pledge
Ao contrário de São Paulo, onde o mais bonito jardim suspenso o do Banespinha é fechado ao público, em Nova York eles estão entre os passeios prediletos dos nova-iorquinos. Há cerca de cem telhados verdes por lá. O destaque é o do Metropolitan Museum of Art, todo ano, de maio a outubro, o museu recebe exposições e milhares de interessados em desfrutar da dobradinha arte e paisagem.
A maior resistência para implantação do “telhado verde” parte dos engenheiros e empreiteiros mais antigos ou dos incorporadores. Os benefícios são de longo prazo, então, quem simplesmente constrói para vender não vai senti-los.

Faça as contas: Será que conseguiremos voltar a criar espaços abertos no coração da cidade? Construímos parques, mas é muito pouco se compararmos com o potencial que reside no topo dos prédios, imagine só o aumento de qualidade de vida, e o visual que alegraria nossos dias!
texto: ana rios
1 comentário »1 E 2…

Em tempos de apagão, bom refletir em tudo q nós temos no dia a dia e não damos valor… Eu, como amo banheiros resolvi pesquisar um pouco da historia recente dos banheiros, em particular dos vasos sanitários. Pulando os primórdios dos buracos para década de 70, nessa época muitos condomínios adotaram as bacias com caixa acoplada para economia, mas não de água como se pensa hoje em dia e sim de custo.
As antigas descargas gastavam 15 litros de água. Eu particularmente as acho bem feinhas com algumas exceções. Há alguns anos a ABNT exige que as bacias tenham 6lpf, ou seja, 6 litros por fluxo. Com isso nós não precisamos mais usar as feinhas caixas acopladas e ainda da para fazer melhor.

Já muito comum na Europa as descargas que separam numero 1 e numero 2 , agora estão sendo fabricadas no Brasil. A Hydra lançou a HydraDuo Sendo numero 1 meia descarga (3 litros) para líquidos e descarga número 2 completa para dejetos sólidos (6 litros) gerando uma economia de 40% no consumo de água.
O mais legal é que c você já tiver um modelo antigo de válvula, (Hydramax) é possível trocar sem quebrar nada. A única exigência é que a bacia deve ser 6 lpf. Pode parecer propaganda (e é), mas achei tão legal a idéia de não quebrar nada que instalei uma na minha casa.
5 comentários »RESIDÊNCIA - MARINA, GUARUJÁ
esse é bem antigo. o tempo passa e ele continua sobervivendo, firme e forte!
não só a residência na marina, mas também essas 3 imagens. já imaginou? a pasta que contém essas 3 “jpgs” contém mais 2 arquivos: um chamado “timelines”, protocolo meu para o título do “diário do case” e um outro que chama “grana”. esse não preciso explicar sobre o que se trata, certo?
de qualquer forma, em meados de 2005, quando a agência estava instalada no 100 da avenida ana costa, durante uma tempestade, todas as luzes se apagaram.
era de tarde e não, ninguém tinha bebido nada. alguns segundos se passarm e as luzes voltaram. junto com ela, os “pips” que indicavam os reboots…
nada!
nenhum pc voltou das trevas. nem com o poder mágico e todas as poções binárias do osvaldo júnior. a casa caiu.
o que aconteceu? 3 computadores, 2 hds em cada, 6 hds, confere?
então. 6 trilhas-zero danificadas. game over!
como em toda casa caída, sempre sobra um escombrinho. essa publicação do nosso portifólio é uma das melhores definições do “escombrinho” que posso oferecer.
e, a título de autenticidade [para variar], o cd de onde eu as retirei para publicar aqui está, literalmente descascando. sobrevivente total.
foi nessa época, em 1999, que iniciamos uma parceria com um cara muito querido, o arquiteto fran salles. a coisa deu tão certo que, de uma forma ou de outra, até hoje acabamos sempre nos encontrando.
quando não para novos projetos, para trocar uma idéia, no mercado de peixe, esperando cada qual seu embrulho.
fala sério, tio fran… essa publicação tem 10 anos! desde lá já apresentávamos com maquetes eletrônicas:
preguiça, zero (rs)
sucesso,
tio marcão
COMO FOI O CLIMA DA TERRA UM DIA

Esse é o Klimahaus (casa do clima) arrojada arquitetura!
Museu interativo que foi inaugurado no final de junho, e ocupa uma área de mais de 11 mil metros quadrados, localizado em Bremerhevan, ao norte da Alemanha. Cidade que abriga um dos portos mais importantes da Europa, e deverá sofrer as conseqüências do aquecimento global, com elevação do nível do mar, sendo esse um dos motivos para a criação do museu.

Temos a sensação de estar visitando diversas regiões e paisagens do planeta, partindo dos -6ºC da Antártica até os 35ºC alcançado no deserto africano. Portanto durante a visitação, não esqueça o casaco!

O projeto arquitetônico do museu tem aparência de um bote inflável gigante prateado, com formato curvilíneo e na parte exterior é composto por 4.700 painéis de vidro. A estrutura do prédio utiliza elementos de construção naval (muito ousado). Com nível de emissão de dióxido de carbono aproximado de zero. Mostra a biodiversidade de cada clima e como isto influencia na rotina de vida do ser humano.
Dividido em nove estações, o projeto foi feito de forma ecologicamente correta, e utiliza o mínimo de eletricidade possível, contando com um sistema de ventilação natural.

A primeira parada nos leva aos Alpes suíços, onde vídeos apresentam como uma família de fazendeiros tem a vida ameaçada pelo derretimento das geleiras das montanhas.

Seguindo, atravessamos uma paisagem de grandes proporções onde é reproduzida a flora encontrada na Sardenha, ilha italiana com clima mediterrâneo, a idéia aí, é fazer as pessoas se sentirem como um inseto, tudo é imenso, a lata de refrigerante tamanho família.

O objetivo é mostrar como as alterações no clima têm um impacto diferente em cada uma das espécies. Computadores simulam como o clima da região local deverá ficar, caso as condições de umidade e vento de regiões distantes for modificado.

Após visitar climas gélidos, podemos tirar o casaco e apreciar um clima mais quente como as casas típicas de Samoa na polinésia. Um aquário que exibe recife de corais verdadeiros é um dos pontos mais admirados no Klimahaus.
Além da viagem pelo planeta, o museu oferece outros setores de exibição, como a área nominada de “Elementos” que traz brincadeiras vídeo-interativo envolvendo água, terra, ar e fogo.
Podemos ter uma idéia de como as mudanças climáticas poderão influenciar o dia a dia dos terráqueos até 2050.
No último compartimento do museu “Chances” os visitantes ficam sabendo o que cada um pode fazer para contribuir e melhorar o clima no planeta. Como sempre falo, faça seu pedacinho que o planeta agradecerá!

A idéia é mostrar que, se a humanidade não conseguir conter o aquecimento global a tempo, as mudanças climáticas afetarão a vida de maneira irreversível. Se isso acontecer, o Klimahaus será uma espécie de museu de “como foi o clima na Terra um dia”.
texto: ana rios
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